27 de setembro de 2008

Marillion - Grande representante do Progressivo dos anos 80


A banda foi formada em 1979, originalmente como Silmarillion, uma referência ao livro de J.R.R. Tolkien Silmarillion. O nome foi encurtado em 1980, após ameaças de ações legais contra a propriedade intelectual do nome criado por Tolkien. Os primeiro trabalhos do Marillion continham as letras poéticas e introspectivas de Derek William Dick, mais conhecido como “Fish”, moldados com arranjos musicais complexos e sutis, refletindo as influências claras da banda com o rock progressivo, especialmente de bandas como Genesis, Van der Graaf Generator, Rush (principalmente na fase dos anos 1970) e Yes.

Lançaram seu primeiro single em 1982, Market Square Heroes no lado A e que continha o épico Grendel, de 17 minutos, no lado B. Em 1983 a banda lançou seu primeiro álbum, Script for a Jester's Tear. Apesar do clima sombrio do disco em si, o álbum surpreende pelos instrumentais bem trabalhados e pela intensidade de sua concepção musical.

Para os fãs de rock progressivo mais aficionados, este foi o melhor álbum. A crítica o considera uma referência para todo o gênero progressivo. O segundo álbum, Fugazi (1984), foi construído sobre o sucesso do primeiro álbum e com uma nítida influência de música eletrônica. Lançaram então em novembro de 1984 seu primeiro álbum ao vivo, Real to Reel.

O terceiro álbum Misplaced Childhood, de 1985, foi o mais bem sucedido comercialmente da banda. O álbum Clutching at Straws (1987) reforçou o apelo mais melódico dos dois discos predecessores e lidou com temas como o excesso, alcoolismo e a vida na estrada, representando a rotina da banda em suas turnês, o que também acabou resultando na saída de Fish da banda, partindo este para a carreira solo. A perda do líder deixou uma grande marca na banda e a projetou para uma sensível mudança de direcionamento e estilo musicais.

Após batalhas legais, o contato entre Fish e os outros quatro membros do Marillion não foi refeito até 1999. Apesar de atualmente estarem em relações cordiais, ambas as partes deixaram claro a impossibilidade em uma reunião da banda nos termos anteriores a 1988.

A era H

Após a divisão, a banda realizou turnê com Steve Hogarth, ex-tecladista e vocalista do The Europeans, preenchendo o lugar de Fish. Hogarth estava em situação complicada, pois a banda já havia gravado alguns demos para o próximo álbum, que se tornaria Seasons End, com Fish nos vocais e suas letras. Hogarth teve que recriar as letras para as canções já existentes juntamente com o autor John Helmer. O segundo álbum de Hogarth com a banda, Holidays In Eden, foi o primeiro que ele escreveu em parceria com a banda e inclui a canção Dry Land, que Hogarth já havia escrito e gravado em projeto anterior com a banda How We Live.

Holidays In Eden é considerado por muitos como o álbum mais comercial do Marillion, contendo muitas faixas adequadas ao formato de rádio. Entretanto, seu sucessor foi Brave, um extenso e bem amarrado álbum conceitual que exigiu da banda dezoito meses para ser lançado. Ele também marca o início do relacionamento do Marillion com o produtor musical Dave Meegan. Um filme independente, baseado no álbum, que contava com a presença da banda, também foi lançado. Enquanto aclamado pela crítica, não obteve sucesso comercial, mas é atualmente considerado um dos melhores álbuns de rock progresivo lançado nos anos 1990.

O próximo álbum, Afraid Of Sunlight, foi lançado às pressas, tornando-se o último trabalho da banda com a gravadora EMI. Entretanto, é considerado como um dos álbuns clássicos da banda. Conta com a faixa Out of This World, uma canção sobre Donald Campbell, que morreu enquanto tentava quebrar um recorde de velocidade na água. A canção inspirou os esforços para recuperar das águas Campbell e o Bluebird K7, o barco com o qual ele se acidentou. As buscas terminaram com sucesso em 2001 e tanto Steve Hogarth quanto Steve Rothery foram convidados para a ocasião.

Os álbuns e eventos seguintes foram uma tentativa da banda de encontrar seu lugar no mercado da música. This Strange Engine foi lançado em 1997 com pouca divulgação de sua nova gravadora, a Castle Records e a banda não conseguiu financiamentos para realizar turnês pelos Estados Unidos. Apesar disso, seus fãs norte-americanos conseguiram resolver o problema ao arrecadar $60.000 para trazer a banda ao seu país.

O décimo álbum da banda, Radiation, mostrou a banda usando uma abordagem drasticamente diferente para se tornar mais moderna e refletir as influências de bandas alternativas como Radiohead, tendo sido recebido pelos fãs com reações diversas. O álbum Marillion.com foi lançado no ano seguinte e mostrou progresso da banda nessa nova direção. A banda, ainda insatisfeita com sua situação perante as gravadoras, decidiu tentar arrecadar fundos para a gravação de seu próximo álbum através dos fãs ao aceitar pré-compras antes mesmo do álbum ter sido lançado. A resposta foi bastante positiva, e eles conseguiram arrecadar mais fundos que o próprio custo da produção para gravar e lançar Anoraknophobia em 2001. O Marillion conseguiu desfazer um contrato com a EMI para auxiliar na distribuição dos álbuns, permitindo à banda todos os direitos autorais de sua música.

O sucesso de Anoraknophobia permitiu aos cinco a gravação de outro álbum, mas a banda decidiu utilizar novamente seus fãs para ajudar na arrecadação de dinheiro através de promoções do novo álbum. Novamente a resposta do público foi bem sucedida, e Marbles foi lançado em 2004, com uma versão dupla disponível somente através da página oficial da banda.

A banda lançou os singles You're Gone e Don't Hurt Yourself, ambos tendo alcançado as paradas britânicas. O Marillion continuou em turnê durante o ano de 2005, tocando em vários festivais e embarcando em turnês acústicas pela Europa e Estados Unidos. Um novo DVD foi lançado em fevereiro de 2006, um documentário sobre a criação, promoção, lançamento e as turnês do seu álbum Marbles.

Em abril de 2007 o Marillion lança, novamente de maneira independente, seu décimo terceiro disco: Somewhere Else.

Curiosidades

Vários álbuns do Marillion contêm referências ao Pink Floyd. Uma delas está na ilustração do álbum Fugazi, que mostra um quarto desarrumado. No assoalho do cômodo é possível ver a capa do álbum A Saucerful of Secrets. Outra pista deixada por Fish no álbum Misplaced Childhood é a canção White Feather. Fish canta ...divided we stand, together we rise, o que é uma distorção de together we stand, divided we fall, o último verso de Hey You, também do álbum The Wall.

21 de setembro de 2008

Syd Barret - Crazy Diamond Box Set - Madcap Laughs


O link é para o álbum “Crazy Diamond Box Set - ''Madcap Laughs''”, lançado em 1970 e primeiro álbum solo de Syd Barrett, gravado no Abbey Road Studios entre 28 de maio de 1968 e 5 de agosto 1969.

O álbum, que marcou o início do que seria uma curta porém fantástica carreira solo, foi lançado logo após Syd ter sido substituído por David Gilmour no Pink Floyd. Barrett começou a gravar algumas sessões com o seu então empresário Peter Jenner em maio de 1968. Apesar das sessões serem curtas e de eles terem produzido um material de qualidade, o projeto foi abandonado por quase um ano, do qual Syd passou grande parte recluso.

Em abril de 1969, Malcom Jones avançou com o projeto e Barrett começou a trabalhar com um material mais novo, enquanto gravava as sessões de 1968. Músicos contratados (na verdade, membros do Soft Machine e Jerry Shirley do Humble Pie) foram chamados para incrementar as músicas de Syd. Seu jeito de trabalhar, que era frequentemente desconcentrado, acabou irritando os produtores. Após várias sessões esporádicas, mais dois produtores (bem conhecidos por Barrett) foram chamados para ajudar.


Roger Waters e David Gilmour estavam no processo de conclusão do ambicioso álbum do Pink Floyd "Ummagumma" quando eles se envolveram com "The Madcap Laughs", ajudando Syd a terminar o álbum.


Uma das características do álbum foi que as músicas de Syd, muitas vezes, eram previamente gravadas com ele e seu violão, com Barret pulando e adicionando ritmos completamente à vontade (o que causava grande frustação dos múscos das sessões que tinham que acompanhar as imprevisíveis gravações).Depois de meses e meses de gravações descontínuas, o álbum pode finalmente ser julgado completo.


"Octopus" (faixa 1 do lado 2 do álbum) foi lançada com single em novembro de 1969 e o álbum em si foi lançado em 3 de janeiro de 1970. Ele alcançou o 40º lugar nas paradas do Reino Unido e foi relativamente bem aceito, embora muitos críticos tenham desde então apontado a exposição de algumas músicas, como "Dark globe" e "Feel", como sendo um desespero e uma reflexão do angustiado estado mental do Barrett de então. A maioria das músicas do álbum são mantidas em alta estima, com exceção de "Feel", "She took a long cold look" e "If it's in you", todas incoerentes e cantadas num "quase-grito" por Syd (o take de "Dark Globe" usado no álbum também retrata o violão sendo tocado fora-de-tempo e um vocal "desatraente" de Barrett; o take que aparece em "Opel" é geralmente considerado de grande superioridade).


Espero que tenham gostado dessa importante parte da istória do Rock.

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Syd Barret - Complicado, genial, louco, ''out of this world''...


Aproveitando a onda Floydiana desse blog, trago um pouco da história de um dos membros fundadores, em 1960, do Pink Floyd.

Roger Keith Barrett (1946 - 2006). Nascido em Cambridge, ao dia 6 de Janeiro de 1946, filho de um patologista chamado Arthur Barrett com uma inglesa típica chamada Winifred Barrett que apoiava a veia musical do filho e o encorajou para entrar na Cambridge County School. Barrett ganhou o apelido de Syd devido a um baterista local chamado Sid Barrett. Roger Barrett então começou a ser conhecido como Syd Barrett aos 15 anos, em 1961.


Após 4 anos, o jovem Syd Barrett, aos 19 anos se junta com amigos da Regent Polytechnic School, e após várias tentativas de se formar uma banda (passando por nomes como Abdabs, T-Set, Sigma 6) Syd se junta com Bob Klose, Roger Waters, Richard Wright e Nick Mason, fundando o “The Pink Floyd Sound” em 1966 e gravando 2 singles: “Lucy Leave” e “I’m a King Bee”. O guitarrista Bob Klose sai da banda, deixando Syd efervescer suas idéias acima dos outros componentes e começar a fazer pequenos shows no Underground Londrino.


No final de 1966 , Syd abrevia o nome da banda para Pink Floyd, nome este retirado de 2 bluesman da Califórnia , da década de 40: Pink Anderson e Floyd Council. Em 1967, o guitarrista Syd Barrett e a banda Pink Floyd assinam contrato com a EMI para gravar o single Arnold Layne, que fez um tremendo sucesso em clubes como UFO Club e Marqueé Club, todos fazendo parte da Swing London e da era da psicodelia. Aí começou o uso abusivo de drogas por parte de todos integrantes da banda. Mas Syd ia além. Ele experimentava qualquer mistura química que o deixasse fora do ar. “Ele fazia os almoços de domingo, e por vezes, ele era capaz de jogar meio repolho em sua direção” diz Mike Leonard , professor e dono da casa onde ensaiavam.

Originalmente era o vocalista, guitarrista e principal compositor da banda Pink Floyd, principalmente no seu primeiro álbum The piper at the gates of dawn (1967). Foi também o autor dos singles "See Emily Play" e "Arnold Layne", e ainda de dois álbuns a solo. Foi também um guitarrista inovador, um dos primeiros a explorar completamente as capacidades sonoras da distorção e especialmente da recém desenvolvida máquina de eco.

Embora a sua atividade na música pop tenha sido reduzida, a sua influência nos músicos dos anos 60 (e das gerações seguintes) especialmente os do Pink Floyd, foi profunda.


À medida que a popularidade dos Floyd aumentava, assim como o consumo de drogas psicotrópicas por parte de Syd (especialmente LSD), a sua apresentação nos concertos tornava-se mais e mais imprevisível e o seu comportamento geral um estorvo para o sucesso da banda. Os problemas vieram ao de cima durante a primeira turnê do grupo pelos Estados Unidos, no fim de 1967. Syd começou a ficar extremamente difícil e cada vez mais ausente; tendo essa ausência e o seu estranho comportamento começado a causar problemas ao grupo.

Conta-se muitas histórias sobre o comportamento bizarro e imprevisível de Syd, algumas delas sem dúvida falsas, mas outras sabe-se que foram verdade. Numa ocasião famosa, no programa de televisão de Pat Boone, recusou-se a fingir que atuava, ficando parado, braços caídos ao longo do corpo e olhando fixamente para a câmara. Noutro incidente bem conhecido, diz-se que antes de entrar em palco Syd teria esmagado uma caixa inteira de tranquilizantes Mandrax, misturou com uma grande quantidade de creme para cabelo Brylcreem, depois pôs a mistura sobre a cabeça e colocou-se por debaixo dos projectores de palco; a mistura viscosa derreteu e começou a escorrer pela sua cara dando a aparência de estar derretendo. Outra história diz que Syd apareceu no estúdio apresentando aos colegas uma música nova chamada Have You Got It Yet.

Conforme ele ia ensinando a canção ao grupo tornou-se óbvio que ele mudava os acordes cada vez que a tocava, tornando impossível a sua aprendizagem. Tem-se afirmado que os seus problemas com a droga não teriam sido apenas da sua responsabilidade, que ele era regularmente 'doseado' (drogado sem seu conhecimento) por "amigos" que lhe davam LSD todos os dias, embora antigos amigos de Syd Barrett tenham desmentido este fato num artigo sobre Barrett publicado no The Observer em 2002.

Quaisquer que fossem as causas, o que é certo é que passados apenas dois anos da formação do Pink Floyd, Barrett abandonou o grupo. Após ter gravado algumas partes do segundo álbum dos Pink Floyd, A saucerful of secrets em 1968 - incluindo Jugband Blues, que faz referências óbvias à sua crescente indiferença em relação à banda - Barrett foi dispensado do grupo.

A intenção original era de que Barrett continuasse a contribuir para a escrita e gravação e como ele era o principal compositor, havia a esperança que ele desempenhasse um papel semelhante ao do líder dos Beach Boys, Brian Wilson, que apesar de ter deixado de atuar ao vivo, tinha continuado a compor para o grupo. Mas Syd cada vez contribuía menos e o seu comportamento era cada vez mais errático, de tal forma que os outros membros do grupo deixaram de convidá-lo para os concertos e sessões de gravação.


O grupo contratou um velho amigo de Cambridge, guitarrista, David Gilmour, para primeiro aumentar a banda e depois substituir Syd nos concertos, mas depressa ficou óbvio que Syd nunca mais voltaria. A transição foi fácil pelo fato de Gilmour ser capaz de ocupar o lugar de Syd (foi Gilmour quem ensinou Barrett a tocar guitarra) e que mesmo que ao seu estilo faltasse o experimentalismo atrevido pelo qual Syd era conhecido, era considerado um vocalista e compositor talentoso e um guitarrista dotado. Assim, Gilmour tornou-se um membro permanente da banda, com o baixista Roger Waters tomando a liderança do grupo.

O declínio de Syd teve um profundo efeito na escrita de Gilmour e Waters e o tema da doença mental e a sombra da desintegração de Syd penetrou nos três álbuns de maior sucesso dos Pink Floyd, The dark side of the moon, Wish you were here e The wall.


Syd foi retirando-se do mundo da música aos poucos, embora tivesse feito uma breve carreira solo editando dois álbuns idiossincráticos mas bastante considerados The Madcap Laughs (1970) e Barrett (1971). A maior parte do material de ambos os álbuns foi escrita no seu período mais produtivo (fins de 1966 e princípio de 1967), acreditando-se que terá escrito muito pouco após ter deixado os Floyd.

O primeiro álbum apresenta fortes indícios do frágil estado de espiríto de Syd, com faixas como "Dark globe", que mostram claramente que apesar de ele ter bom material para trabalhar era práticamente incapaz de participar em algumas sessões. O segundo álbum mostra um maior esforço em conseguir um acabamento mais polido. Em ambos os álbuns Syd trabalhou com o empresário dos Floyd, Peter Jenner, com Waters, Gilmour e com membros dos Soft Machine.


Syd contribuiu também para a gravação do LP "Joy of a toy" de Kevin Ayers, embora a faixa em que ele tocou guitarra, "Religious Experience (singing a song in the morning)" não fosse comercializada até 2003.


Houveram algumas sessões para um terceiro álbum que foram abortadas e que segundo consta, terminaram após Syd ter atacado um empregado do estúdio que lhe apresentou umas letras escritas em vermelho e que Syd, presumindo que tratava-se de contas para pagar teria mordido a mão do funcionário. Syd passou muitos dos anos seguintes pintando e as poucas telas que ele deu ou vendeu são hoje muito valiosas. Syd continuou a pintar e muitas vezes a ouvir música, estando entre os seus favoritos os Rolling Stones, Booker T. & The MGs e compositores clássicos, não tendo dado nenhuma atenção a uma compilação do Pink Floyd que lhe foi oferecida.

Syd continuou sofrendo de doença mental, bem como de problemas físicos provocados por uma úlcera péptica; mais recentemente foi-lhe diagnosticado diabetes. Foi ocasionalmente hospitalizado, existindo muita especulação entre os seus fãs e a imprensa sobre as causas desses internamentos. De acordo com um artigo publicado em The Observer em 2002, Syd não tomava qualquer medicação e especula-se que poderia sofrer de uma forma severa da Síndrome de Asperger. Apesar do fato de Syd não ter aparecido ou falado publicamente desde 1973, o tempo não diminuiu o interesse na sua vida e obra, nem o interesse da imprensa na sua história; jornalistas e fãs continuaram a deslocar-se a Cambridge à sua procura, invadindo a sua privacidade.


O álbum de 1975 "Wish you were here" foi um tributo a Syd Barrett (que diz-se ter aparecido de surpresa numa sessão de gravação, afirmando estar pronto para trabalhar outra vez); a faixa "Shine on you crazy diamond", que abre e fecha o álbum, fala sobre Syd Barrett, pelo apelido que é reconhecido por alguns membros do Pink Floyd. A faixa " I know where Syd Barrett lives" de Television Personalities é outro tributo bem conhecido. Supostamente, Roger Waters, usou a partida de Barrett e a sua condição, como inspiração para o álbum The dark side of the moon, assim como, terá baseado o comportamento e personalidade de 'Pink', o principal personagem do filme The Wall, na vida real de Barrett.

Em 1988 a EMI editou "Opel", um álbum de material não editado de Barrett gravado em 1970. A EMI editou também "The best of Syd Barrett - Wouldn't you miss me?" no Reino Unido em 16 de Abril de 2001 e em 11 de Setembro do mesmo ano nos EUA.


Faleceu no dia 7 de Julho de 2006, em Cambridge, aos 60 anos de idade. As causas não foram confirmadas. Especula-se que tenha morrido por complicações relacionadas com a diabetes, enfermidade da qual sofria há anos, embora o jornal inglês The Guardian diga que a causa foi câncer. Apesar de seu funeral ter sido aguardado por inúmeros fãs, somente a família esteve presente na cerimônia.

Espero que tenham gostado dessa importante parte da história do Rock. Abraços e voltem sempre!!!

15 de setembro de 2008

David Gilmour - About Face


Algumas curiosidades sobre David:

Durante as crises musicais do Pink Floyd, passava o tempo tocando como músico de estúdio, produzindo discos e até deu uma de engenheiro de som de palco para uma enorme variedade de espectáculos, incluindo Roy Harper, Kate Bush, The Dream Academy, Grace Jones, Arcadia, Bryan Ferry, Robert Wyatt, Hawkwind, Paul McCartney, Ringo Starr, Sam Brown, Jools Holland, Propaganda, Pete Townshend, The Who, Supertramp (juntos criaram o êxito "Brother where you bound" do álbum com o mesmo nome), vários "supergrupos" de solidariedade e muito mais.

Lançou o seu primeiro álbum, "Epónimo", na Primavera de 1978. O seu segundo álbum About face foi editado em 1984. Em 2002 fez uma série de concertos acústicos a solo em Londres e Paris, juntamente com uma pequena banda e coro, e que foi documentado na edição de David Gilmour in Concert. Recentemente em 2006 lançou mais um trabalho solo, On An Island, considerado por ele o seu melhor trabalho em 30 anos. O disco contou com um elenco de nomes de ouro na música, os quais já conhecidos pela maioria dos fãs de Gilmour como o Guy Platt, Jon Carin e Richard Wright , além das participações de David Crosby e Graham Nash, e a co-produção do guitarrista Phil Manzanera.

No ano de 2008, Gilmour lançou o DVD Duplo "Remember That Night - Live at the Royal Albert Hall" que sintetizou os grandes shows deste seu, até aqui, último trabalho. Há mais previsões de lançamentos ainda no ano de 2008 de um espetáculo realizado na Polônia em comemoração aos 50 anos do partido Solidariedade. Assim como no Remember That Night, este disco traz raridades e clássicos do Pink Floyd.

Considerado por muitos um guitarrista de poucas técnicas, porém com uma pegada muito sentimental. Ele transmite ao instrumento tudo o que ele realmente quer que seja executado (isto é chamado pelos guitarristas de "feeling"). Foi inovador no uso de efeitos sonoros na guitarra. Conhecido também por improvisar solos ao vivo feitos com a boca, com uma técnica magnífica, fazendo sua guitarra cantar.

David possui, dentre muitas outras guitarras, uma Fender Stratocaster de cor creme que é considerada como sendo uma das primeiras unidades fabricadas deste modelo. Ele raramente a usa em shows, por considera-la muito rara e especial, além do receio de que seja roubada. Ele pode ser visto tocando com esta guitarra no show comemorativo do aniversário da Fender, em 2004. Em 2008 a Fender lançou uma Stratocaster, na sua linha "Artist Signature Series", com a assinatura de David Gilmour.

Casou-se por duas vezes. Com sua primeira esposa, Ginger, teve quatro filhos: Alice (1976), Clare (1980), Sara (1982) e Matthew (1985). Sua atual esposa é a jornalista e escritora Polly Samson. Casaram-se em 1994 durante a turnê The Division Bell. Tem neste casamento mais quatro filhos: Charlie adotivo (é filho de Polly e do poeta, ator e dramaturgo Heathcote Williams) e três biológicos: Joe, Gabriel e Romany.

Ao longo de sua vida, tem colaborado ativamente em muitas organizações de caridade. Colabora com entidades como: Greenpeace, European Union Mental Health and Illness Association e Anistia Internacional. Realizou um projeto habitacional para os sem-teto e portadores de deficiências mentais. Em 1996 foi induzido no Rock and Roll Hall of Fame com os Pink Floyd. Em Novembro de 2003 foi-lhe atribuída a Ordem do Império Britânico.

Algumas coisas simplesmente dispensam comentários. 2º álbum de sua carreira solo, lançado em 1984. Eu gosto muito de tudo que ele faz. Espero que curtam.

8 de setembro de 2008

Dave Meniketti - Boas influências, qualidade e competência!

Guitarrista principal e cantor/compositor da banda dos anos 70/80 de Hard Rock/Blues/Heavy Metal, Y&T. Continua viajando com eles de vez em quando e tocando sua carreira solo.

Nascido e criado em Oakland, California (12/12/1953), onde se tornou um ícone para os guitarristas de todo o mundo e uma lenda para os vocalistas/compositores da “San Francisco Bay Area” por mais de duas décadas. Talvez seja a diversidade de artistas que o influenciaram quando garoto (Jimi Hendrix, John Coltrane, Sammy Hagar, James Brown, Led Zeppelin) a grande responsável por suas variadas expressões tanto na guitarra quanto cantando.

Como líder na guitarra e nos vocais do Y&T, Meniketti vendeu mais de 4 milhóes de álbums ao redor do mundo, fravou 17 álbums e excursionou pelos Estados Unidos e ao redor do mundo. Seu estilo influenciou algumas das maiores estrelas do Rock e ao longo dos anos foi convidado para participar de várias bandas famosas, incluindo Ozzy Osbourne e Whitesnake. O ex-guitarrista do Mr. Bungle, Trey Spruance disse numa entrevista para a Kerrang! Magazine em 1991, que "... sem dúvida, Eu devo tudo isso (sua velocidade em tocar a guitarra) ao Y&T. Dave Meniketti é meu Deus."

Enquanto o Y&T deu uma pausa nas gravações e apresentações, Meniketti construiu seu próprio estúdio de gravação na sua casa, e gravou seu primeiro álbum solo, entitulado “On The Blue Side”, que mostra sua paixão pelo Blues. Mais tarde lançou um segundo trabalho entitulado simplesmente “Meniketti”.
É justamente o primeiro álbum que eu indico para download, excelente trabalho, original e razoavelmente desconhecido por aqui...

1 de setembro de 2008

Lynyrd Skynyrd - Comemorando seus 30 anos...

Com alguns altos e baixos, acho que vale a pena para qualquer fã da banda.
Ouçam e digam o que acharam! Espero que gostem.
Abraços!!

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Lynyrd Skynyrd - Um pouco de sua história...


Banda de southern rock americana. Alçou fama na década de 70 sob a liderança do vocalista e compositor Ronnie Van Zant até sua morte, juntamente com outros integrantes, em um acidente aéreo em 1977 em McComb, Mississippi.

O nome "Lynyrd Skynyrd" veio do professor de Educação Física de Ronnie Van Zant, Gary Rossington e Allen Collins, Leonard Skinner. O professor os suspendia por matarem aula para beber e tocar rock. A banda fez um show com o nome de "Leonard Skinner", mas posteriormente mudaram o nome para "Lynyrd Skynyrd".

O baixista Leon Wilkeson e o tecladista Billy Powell, ex-roadie, passaram a integrar o grupo em 1972, pouco antes do lançamento do primeiro álbum, Pronounced' lêh-nérd 'skin-'nérd. O disco foi muito bem sucedido, tendo os hits "Free Bird" e "Gimme Three Steps" como principais destaques. Foram convidados para abrirem a turnê do The Who nos Estados Unidos, ficando famosos em todo o país.

O segundo trabalho, Second Helping, saiu logo em 1974 e "Sweet Home Alabama", o carro-chefe, levou-os à conquista do disco de ouro. O baterista Robert Burns é substituído por Artymus Pyle e o próximo álbum Nuthin' Fancy trazia o clássico "Saturday Night Special", mantendo o Lynyrd nas paradas.

Após Gimme Back My Bullets, de 1976, mais algumas mudanças ocorrem na formação: o guitarrista Steve Gaines entra no lugar de Ed King, e as backing vocals The Honkettes são adicionadas, com Jo Jo Billingsley, Leslie Hawkins e Cassie Gaines, irmã de Steve.

Gravam o duplo ao vivo One More From The Road, um dos maiores sucessos comerciais de toda a carreira, e "Free Bird", em versão ao vivo, volta a estourar nas rádios. Aproveitando o bom momento, gravam o inédito Street Survivor, em 1977, que ganhou disco de ouro já no lançamento. As faixas "That Smell" e "What's Your Name" tornaram-se verdadeiros hinos na época.

Porém, quando tudo parecia que ia bem, um trágico acidente impactou a carreira da banda: No dia 20 de outubro de 1977, 26 pessoas, incluindo os músicos, roadies e tripulação, partiram em direção ao estado de Lousiana no avião particular da banda, um Convair 240. Apresentando falhas mecânicas (apontando que tenha sido a quantidade insuficiente de combustivel para cobrir a distancia), o avião caiu numa floresta perto de Mississipi. O vocalista Ronnie Van Zant e o guitarrista Steve Gaines morrem na hora, enquanto Cassie Gaines, sua irmã, com a garganta cortada de ponta a ponta, chora e agoniza até morrer no colo de dois dos músicos sobreviventes.

Apenas uma semana antes do acidente havia sido lançado o álbum Street Survivors que mostrava na capa a banda em meio a fogo. O disco foi recolhido pela gravadora e a capa trocada após o acidente, tornando-se a original uma raridade.

O acidente expôs o Lynyrd Skynyrd na mídia de uma maneira nunca antes vista, o que contribuiu para que os álbuns já lançados vendessem alguns milhares a mais de cópias. A gravadora MCA solta várias coletâneas no mercado e somente três anos depois, os sobreviventes do desastre aéreo formam um outro grupo, o Rossington-Collins Band, que não obteve grande repercussão.

Allen Collins decide então seguir em carreira solo, interrompida em 1986, após um grave acidente automobilístico que o deixou paralítico, vindo a morrer em 1990 de pneumonia. Foi lançado um tributo intitulado Southern by the Grace of God, com participações especiais do exímio guitarrista Steve Morse, além de Charlie Daniels, Jeff Carlisi e Donnie Van Zant.
Em 1991, se reúnem novamente e gravam o inédito Lynyrd Skynyrd 1991, com Johnnie Van Zant, irmão de Ronnie, nos vocais e com o trio de guitarras Ed King, Rossington e Randall Hall (ex-The Allen Collins Band). Mantiveram-se na mídia com os regulares The Last Rebel, de 1993 e Endangered Species, 1994, fazendo shows sempre com lotação máxima, mais pelo nome imortalizado no passado do que pelos álbuns dessa nova fase.

Em 1996, saiu o documentário Freebird...The Movie, com cenas inéditas da banda e toda a sua história. A gravadora MCA relançou recentemente o clássico ao vivo One More From The Road, de 1976, com 10 faixas extras, além de mais uma infinidade de coletâneas e ao vivos.

No dia 27 de julho de 2001, mais uma triste notícia para os fãs: o baixista Leon Wilkeson faleceu "de causas naturais", em Jacksonville, aos 49 anos. O Lynyrd Skynyrd estava em turnê com Ted Nugent e Deep Purple e planejava mais um álbum inédito.

A banda, porém, continua na estrada. No dia 14 de março de 2006, o Lynyrd Skynyrd entra para o Hall da Fama do Rock and Roll com direito a uma apresentação especial com a música "Sweet Home Alabama", executada por Bob Burns na bateria, Artimus Pyle na percussão, Ed King na guitarra e JoJo & Leslie (Honkettes originais) nos backing vocals. Além deles o vocal ficou por conta de Johnny Van Zant e Kid Rock.