29 de maio de 2008

Counting Crows - Hard Candy

Lançado em 2002, o 4º álbum da banda provocou controvérsias entre os fãs, por ter melodias bem mais suaves e, de certo modo, bem mais pop. O que está longe de querer dizer que o álbum é ruim ou que peque pela qualidade musical ou de produção.

As letras continuam tratando dos temas existenciais que Duritz (vocal) tanto gosta, mas com músicas bem mais “leves” e até, de certa forma, alegres.

Álbum bem consistente, conta com singles como “American Girls”, que tem um riff de guitarra que vai ficar na sua cabeça e fazer você assobiá-lo por vários dias, hehehe...

A música título, “Hard Candy”, é uma ótima música, assim como a tocante e bonita “Why Should You Come When I Call”. A melhor (e uma das mais bonitas gravadas pelo Crows) música do álbum é “Butterfly In Reverse”, brilhantemente cantada por esse excelente vocalista chamado Adam Duritz.

No final, ainda temos o inesperado prazer de uma música escondida, “Big Yellow Cab”, versão modernizada da gravação de Joni Mitchell.

“Hard Candy” é, apesar de críticas e desavenças, mais um triunfo dos Counting Crows, banda que põe no mercado excelentes trabalhos e não fica aparecendo na mídia como tantas outras que não produzem absolutamente nada de bom.

Mas, isso é papo para outro post, hehehe...

Espero que curtam!!!

Autobiografia Eric Clapton - Trechos Interessantes (parte 1)

Bom, com algum atraso, mas como prometido, começo agora a postar trechos interessantes da Autobiografia de Eric Clapton. Na primeira parte do livro, conta toda sua (difícil) infância, com a ausência da mãe, rejeição da mesma logo mais, criação pelos avós, descobertas, traumas e a interessantíssima relação que ele foi adquirindo com a música, como educação, superação de traumas, preenchimento de carências e tudo mais. Muito bom de ler, recomendo. Aqui vai um pedacinho bem legal:

"...As pessoas sempre dizem que lembram exatamente do lugar em que estavam quando o presidente Kennedy foi assassinado. Eu não, mas lembro que estava andando pelo playground da escola no dia que Buddy Holy morreu e do sentimento que eu tinha. O lugar parecia um cemitério e ninguém conseguia falar, estavam todos em choque. De todos os ''heróis'' da música daquela época, ele era o mais acessível, o cara mais querido. Não era do tipo glamour, não agia como tal, era um excelente guitarrista e para completar, usava óculos! Era um de nós... Foi impressionante o efeito que sua morte teve no pessoal da época. Alguns dizem que depois disso, a música morreu. Para mim, foi quando ela realmente começou."

Counting Crows - Across A Wire


Um grande álbum duplo! A beleza desse álbum está nas modificações que as músicas do Counting Crows passam quando tocadas ao vivo. Aliás, eles são uma excelente banda ao vivo.

Muitas músicas estão presentes nos dois discos, o que não é um problema, já que no primeiro, temos versões acústicas (e excelentes) de vários sucessos da banda, tais como “Round Here”, “Rain King”, e “Have You Seen Me Lately”, entre outras e no segundo, as versões “eletrificadas”.

Cada uma dessas músicas “repetidas” tem um arranjo completamente diferente entre um disco e outro. As músicas desses álbums mostram o quão telentosa essa banda chega a ser e o quanto eles são unidos trabalhando.

Existem muitas bandas boas que tocam bem ao vivo, porém, o fato de tocarem quase igual ao que se ouve num álbum de estúdio, muitas vezes me faz não ter a mínima vontade de comprar um disco “live”.

Já com os “Crows”, isso é praticamente impossível, sendo que em cada show ouve-se um arranjo novo, uma inserção nova ou alguma outra novidade, fazendo com que a música conhecida tenha uma vida nova, dando ares de atualidade e nunca deixando os fãs esperando por algo treinado e sempre igual.

Na minha opinião, uma obra inédita, de qualidade inegável e muito bom de se ouvir!!!

26 de maio de 2008

Counting Crows - Excelente produto dos anos 90!


Um pouco da história da banda

O vocalista Adam Duritz (ex-membro da banda The Himalyans) e o guitarrista Dave Bryson formaram o Counting Crows em San Francisco em 1991. O Counting Crows começou como uma dupla acústica, tocando nas redondezas de Berkeley e San Francisco.

Em 1993 a banda tinha um line-up estável, com Duritz, Bryson, Matt Malley (baixo), Charlie Gillingham (instrumentos com teclas) e Steve Bowman (bateria), e eram constantes na cena musical de “Bay Area”. No mesmo ano, assinaram com a Geffen Records. Em 16 de janeiro de 1993, a banda, ainda relativamente desconhecida, tocou numa cerimônia no Rock & Roll Hall of Fame dedicada a Van Morrison, onde foi apresentada pelo animado Robbie Robertson. Eles são os únicos desconhecidos a terem tocado nessa cerimônia.

Antes de terem assinado com a Geffen, a banda gravou versões demo de várias músicas, conhecidas como “Flying Demos”. Algumas delas são: “Rain King”, “Omaha”, “Anna Begins”, “Einstein on the Beach (For an Eggman)”, “Shallow Days”, “Love and Addiction”, “Mr. Jones”, “Round Here”, “40 Years’, “Margery Dreams of Horses”, “Bulldog”, “Lightning” e “We're Only Love”.

Várias músicas dessa fita demo apareceram no primeiro álbum da banda, August and Everything After; Porém, as versões da fita tinham, muitas vezes, diferentes letras e diferentes arranjos.

Performances ao vivo
O Counting Crows e Adam Duritz em particular, se tornaram conhecidos pela natureza apaixonada e enérgica de suas apresentações ao vivo. Duritz frequentemente extende e reescreve as canções ao vivo, adicionando versos extras, mudando o meio, o fim ou ainda, algumas vezes, encaixando outras músicas da banda no meio da que está sendo tocada. Também costuma usar letras de outros artistas/bandas no meio das músicas, variando de artistas bem conhecidos, como Bruce Springsteen, Van Morrison e George Gershwin até obscuras bandas de “Bay Area”, incluindo material de quando ele trabalhava com humor.

A maioria das músicas já foi alterada em algum ponto ao longo da história da banda, porém, as que mais “sofreram esse tratamento” foram “Round Here”, “Goodnight Elisabeth”, “Rain King” e “A Murder of One”. Esse material é procurado pelos fãs com muito entusiasmo.

A banda já fez covers de artistas muito conhecidos. Rod Stewart, Pure Prairie League, Rolling Stones, Jackson Browne, Grateful Dead, Joni Mitchell, Bruce Springsteen, U2 e Oasis são alguns deles. Também ficaram conhecidos pelas apresentações acústicas, principalmente as que foram gravadas no disco VH1 Storytellers de Across a Wire: Live in New York City. A banda deixou bem claro que não tocaria nenhuma música nesse show se os arranjos não fossem substancialmente modificados. Desde então, eles tocam variações desses arranjos acústicos em vários shows, frequentemente abrindo com eles antes de passar para o “set plugado”.

Eles também são uma das pouquíssimas bandas atuais que encoraja ativamente os fãs a gravarem os shows e distribuirem os “bootlegs”. A banda hospeda uma rede de troca de arquivos para possibilitar que os fãs troquem suas gravações; ninguém pode vender gravações nesse site, apenas cobrar pela mídia virgem e pelo envio e embalagem, apenas “trocando figurinhas”.
Membros atuais:
Adam Duritz (vocals, piano)
David Bryson (guitar)
Dan Vickrey (guitar)
David Immerglück (guitar, mandolin, pedal steel guitar)
Charlie Gillingham (keyboards, accordion)
Jim Bogios (drums)
Millard Powers (bass guitar, upright double bass, piano, vocals)

Ex-membros:
Ben Ulrich (drums) (1990-1992)
Marty Jones (bass guitar) (1990-1992)
Lydia Holly (keyboards) (1990-1992)
Toby Hawkins (drums) (1990-1992)
Steve Bowman (drums) (1992-1994)
Ben Mize (drums) (1994-2002)
Matt Malley (bass guitar) (1992-2005)

O link é para o excelente álbum August And Everything After, na minha opinião, entre os 10 melhores lançados nos anos 90. Ouçam!



25 de maio de 2008

ZZ Top - Degüello

Lançado em 1979, levou 3 anos para ser feito. Os caras desapareceram para recarregar as baterias após a extenuante “World Texas Tour”.

6º álbum da banda, trás sucessos como “Cheap Sunglasses”, “She Loves My Automobile”, “Hi Fi Mama” e “I'm Bad, I'm Nationwide”, entre outras, que fazem desse, o último álbum da fase Blues-Rock legítimo da banda, antes de se tornarem uma banda um pouco mais simpática à MTV dos anos 80, se é que me entendem...

E, claro, continuam entretendo legiões de fãs com suas letras, o timing dos músicos e a magia de Gibbon na guitarra.

Vale a pena!

23 de maio de 2008

ZZ Top - Tres Hombres

3º álbum, mais um da lista “Clássicos de todos os tempos”. Por muitos considerado um dos melhores trabalhos deles, “Tres Hombres” pode ser considerado a melhor representação do som da banda, contendo um material de altíssima qualidade.

Músicas memoráveis, com uma variedade muito interessante, indo do blues de Jesus Just Left Chicago ao hard-rock de Beer Drinkers and Hell Raisers (ótima) ou desde a alma soul de Hot, Blue and Righteous ao boogie de La Grange (imperdível).

Esqueça os “The Best” da vida, se você quer uma compilação pequena e com excelentes amostras do que é essa banda, não deixe de adquirir esse álbum.

ZZ Top - "Rio Grande Mud"


Mais um excelente álbum blogado por aqui!

Apesar de ser menos “Bluesy” que o primeiro, ainda mostra bastante suas raízes “mississipianas”.

Francine tem um quezinho de anos 50, Just Got Paid é muito boa, com um solozinho de blues. Mushmouth Shouting tem uma gaita ótima. Ko Ko Blues tem uma gaita muito rápida, ficou bem legal! Chevrolet é uma ótima versão do rock lento dos anos 50! Tem também o ótimo instrumental de Appologies To Pearly...

E por aí vai, eu gostei, ouçam e digam o que acharam!!!

ZZ Top - First Album

Link do 1º Álbum, intitulado "ZZ Top's First Album" (Original não? hehehe...)

Todos os amantes do bom e velho Rock & Roll deveriam ouvir esse disco. Mostrando as influências/raízes vindas do blues do começo ao fim, vai surpreender aqueles que só conhecem as músicas mais comerciais da banda.
Com excelente instrumentação e ótimos vocais, esse é um excelente álbum da banda.

ZZ Top - Som característico. Visual sem comparações!

Inconfundível. Acho que essa é a melhor palavra para descrever a banda americana ZZ Top, formada pelos dois barbudos apaixonados por “Hot Rods” (pra quem não sabe, são aqueles carros antigos com motores V8 preparados, pinturas exóticas, etc...) e por motos “Hot” também.

Inconfundíveis pelo tibre da guitarra, pela voz meio rouca/meio rasgada, pela levada “blues” sempre presente, pelas letras falando de mulherada, carros, eventos de sua terra natal, o Texas e outras “diversões”, além, é claro, da enorme, horrível, tenebrosa, mas pra lá de clássica barba!!!

Formada em 1969, os membros da banda são Billy Gibbons (vocal e guitarra), Dusty Hill (vocal e baixo) e Frank Beard (bateria). Frank Beard (Beard significa barba, em inglês), ironicamente não tem barba. Gibbons e Hill sempre são fotografados com óculos escuros, utilizando sobre-tudo e barbas gigantescas, o que torna esta combinação sua marca registrada. Putcha duns cara loco!!!

Rock & Roll puro! Bom, bonito e barato!!! Hehehe...

Fizeram uma das músicas tocadas no filme 60 segundos (Low Rider), entre outros muitos sucessos.

Presença constante nos clássicos de todos os tempos!

CURIOSIDADES

Billy Gibbons e Dusty Hill são famosos por usarem guitarras customizadas, muitas das quais, co-desenhadas por Gibbons e pelo mestre Luthier John Bolin da “Bolin Guitars”. Gibbons gosta que seus instrumentos tenham o braço das Gibson Les Paul 1958. Já Hill, encomenda seus baixos com os braços similares aos do Fender Telecaster 1950 que ele usava muito no começo da banda, nos anos 70 e que ele usa ainda hoje, frequentemente.

A banda também chama a atenção pelo fato de ter os componentes originais por quase 40 anos e até setembro de 2006, o mesmo Manager/Produtor, Bill Ham.

Entraram para o Hall da fama em 15 de março de 2004. Em 1984, a empresa Gillette ofereceu a Gibbons e Hill 1 milhão de dólares, para que eles aparecessem sem barbas em um comercial de TV, mas eles recusaram, dizendo que eram muito feios sem ela!

Ao longo da semana, vou postando álbuns de estúdio dessa ótima banda!



22 de maio de 2008

Hootie & The Blowfish - "Fairweather Johnson"

2º Álbum da banda, "Fairweather Johnson".
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Hootie & The Blowfish - Rock americano de qualidade indiscutível

Formado por Mark Bryan (guitarra), Dean Felber (baixo), Darius Rucker (voz e guitarra) e Jim "Soni" Sonefeld (bateria). Estreou de forma absolutamente arrasadora em 1994, com o álbum "Cracked Rear View". Vendeu 15 milhões de cópias somente nos Estados Unidos (13 milhões só no ano que foi lançado!), rendendo muitos prêmios e discos de platina.

Logo em seguida, em 1996, lançaram "Fairweather Johnson". Apesar do estranhamento inicial, o álbum foi considerado por muitos o melhor de toda a carreira do Hootie & The Blowfish. "Tootie", "Be The One" e "Sad Caper" foram músicas muito elogiadas pela crítica.

Em 1998, lançam "Musical Chairs", que manteve o nome da banda em alta com a bela "One Lonely" e em 2000 saiu uma compilação de faixas raras intitulada "Scattered, Smothered, and Covered".

Apesar de nenhum outro álbum ter repetido o sucesso absurdo de "Cracked Rear View", Darius Rucker e companhia continuaram fazendo músicas inspiradas e que transbordavam originalidade.

Após alguns anos de silêncio, o grupo volta em 2003 com um álbum auto-intitulado, produzido por Don Was, conhecido por trabalhar com nomes como Bob Dylan e Rolling Stones. O 'single' "Innocence" foi muito executado nas rádios norte-ameircanas. Outros destaques do disco são "Deeper Side", "Tears Fall Down" e "Woody".

Apesar de não ser muito conhecido no Brasil, o Hottie & The Blowfish é uma das bandas mais conceituadas dos Estados Unidos.

O link é para o álbum “Cracked Rear View”, sucesso absoluto, como vocês puderam confirmar na história da banda:

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Boas Influências!

Uma das coisas que me deixam bem animado nesse Blog é a constante visita de amigos e pessoas que realmente entendem de música, que se preocupam em saber o que está acontecendo no mundo musical e que fazem questão de mostrar que gostam de música de qualidade.

E foi justamente um desses amigos (Marcelão, o “Manfra”) que me lembrou de "Hootie & The Blowfish", excelente banda americana, que eu conhecia pouca coisa, mas que achei excepcional desde a primeira música que ouvi.

Acho que o Brasil conhece pouco de música internacional... Às vezes fico pensando até quando vou ligar o rádio e ouvir novamente a mesma música daquela “boa e velha banda”... Poutz, quem sou eu pra falar das bandas clássicas (que ouço muito até), mas é que tem tanta coisa boa, que não dá pra ouvir sempre a mesma coisa!

Leiam no próximo post um pouco da história da banda e ouçam os ótimos álbuns linkados.

Valeu Marcelão pela ótima recomendação!

19 de maio de 2008

Dolores O'Riordan - Uma voz importante na história do Rock

Ex-vocalista do Cranberries, Dolores começa sua carreira solo com esse excelente álbum, que possui uma levadazinha gótica e uma sonoridade um tanto sombria. Junto com os aspectos celtas colocados, fazem de "Are You Listening?" um trabalho perfeito para sua carreira.
Ótimo, ouçam! Vale a pena mesmo, a moça é muito boa!

The Cranberries - Pra variar, mais qualidade vinda da Irlanda!

Um pouco da história
Banda de rock alternativo irlandesa que ganhou notoriedade durante a década de 1990. Noel e Mike Hogan, dois irmãos de Limerick, criaram a banda em 1989 e poucos meses depois, em 1990, Fergal Lawler entra para o projeto cujo nome original era The Cranberry Saw Us, o saw us fazendo um trocadilho com sauce, molho em inglês (vale lembrar que cranberry é uma fruta típica da ilha irlandesa, no Brasil essa fruta é conhecida como oxicoco ou uva-do-monte).

Dolores O'Riordan fez o teste e ganhou o papel de vocalista principal, compondo a letra de "Linger". Sua voz é um elemento importante da sonoridade da banda. Sua fita demo feita em casa teve bom resultado localmente e banda logo gravou uma fita demo que ganhou muito interesse popular e da crítica. Após uma variedade de ofertas de gravadoras, decidiram assinar com a Island Records. Após um single inicial de pouco sucesso, abandonaram seu empresário. Seu segundo single, "Linger", e álbum de estréia, Everybody Else Is Doing It, So Why Can't We?, tornou-se um grande sucesso nos Estados Unidos e logo depois no Reino Unido. O single "Dreams" também se tornou um sucesso, alcançando a 14ª posição nas paradas dos EUA.

Em 1994, O'Riordan casou-se com Don Burton, o gerente de turnê da banda. A posição de O'Riordan como líder da banda estava causando tensões dentro do grupo enquanto gravavam No Need to Argue, outro álbum de sucesso que incluía "Zombie", um protesto sobre a violência entre extremistas protestantes e católicos na Irlanda do Norte na época do conflito norte-irlandês. O álbum trouxe à banda imensa popularidade na Europa e EUA. No meio de boatos sobre a iminente saída de O'Riodan da banda, o álbum To the Faithful Departed foi lançado, que vendeu bem apesar da crítica não ter gostado e também não atingiu o mesmo sucesso do álbum anterior.

Nos próximos anos, a banda cancelou uma grande turnê programada e boatos de uma separação surgiram novamente. Eles lançaram Bury the Hatchet, com opiniões variadas da crítica, em 1999. Em 2001, lançaram Wake Up and Smell the Coffee recebendo opiniões como "a magia está de volta". O álbum estreou na 46ª posição nas paradas dos EUA. A banda parecia estar de volta.
Uma coletânea de grandes sucessos, Stars - The Best of 1992-2002 foi lançada em 2002, junto de um DVD com os videoclipes da banda.

Pausa
No entanto, em 2003 a banda anunciou que iria tomar algum tempo para suas carreiras individuais. Mais cedo naquele ano, O'Riordan tinha cantado a canção principal do filme A Paixão de Cristo, "Ave Maria", e tinha até composto uma canção para o filme Evilenko.

O próximo álbum foi colocado em espera, após doze anos de turnês e promoção, 'com a venda total de álbuns da banda excedendo 42 milhões.

Após a turnê de Dolores O'Riordan pelo mundo ao longo de sete meses e das novas produções da banda '''Arkitekt''' (Noel Hogan), o antigo produtor do The Cranberries Stephen Street decidiu lançar um CD com músicas gravadas durante o ano de 2003 para o 6º álbum do grupo, fato que não ocorreu devido a pausa dos integrantes no mesmo ano.

O novo CD seria composto por duas músicas inéditas já tocadas durante concertos em Londres e Bolzano (ambos durante a turnê de verão de 2003) intituladas "Astral Projection" e "In It Together" além de títulos conhecidos devido a algumas entrevistas dos integrantes, como "The Fall", "Someday" e "Raining In My Heart".

Segundo o site oficial da banda, em Janeiro Dolores gravaria os vocais no seu estúdio particular enquanto, guitarra e bateria seriam gravados no estúdio de Fergal (baterista).

Após a gravação os integrantes seguiriam com seus projetos individuais. Ainda não há data prevista para o lançamento.

Membros da banda
Michael (Mike) Hogan, 29/04/1973, é o baixista.
Noel Anthony Hogan, 25/12/1971), irmão de Mike, é o guitarrista.
Fergal Patrick Lawler, 04/03/1971. É o baterista.
Dolores Mary Eileen O'Riordan Burton, 06/09/1971, é a vocalista, tecladista e guitarrista secundária da banda.

Discografia (Álbuns de estúdio)
Everybody Else Is Doing It, So Why Can't We? - 1993
No Need to Argue - 1994
To the Faithful Departed - 1996
Bury the Hatchet - 1999
Treasure Box: The Complete Sessions 1991-1999 - 1999
Wake Up and Smell the Coffee – 2001
Stars - The Best of 1992-2002 – 2002

O link aqui é para o álbum “Stars” que, com certeza, reúne vários dos grandes sucessos dessa banda execelente. Abraços!!

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13 de maio de 2008

Gov't Mule - Live At Roseland Ballroom 31/12/1995


Excelente CD ao vivo gravado pela banda, que abriu os shows da turnê do “Blues Travelers” naquele ano, mas acabou em todas as vezes, roubando a cena do show principal!

Gravado totalmente sem “Overdubs” nem “retoques”, o que se ouve é uma honestidade musical “sem vergonha” de um verdadeiro “Power Trio” tocando seus instrumentos como se não fosse haver outro dia!!!

Verdade, os caras “quebram tudo”.
Espero que gostem!!!

Gov't Mule - Life Before Insanity


3º Álbum da banda (arquivo em duas partes):


11 de maio de 2008

Gov't Mule - Dose


Link para o excelente 2º álbum:


Gov't Mule - Não tem como não gostar...

Excelente banda, excelentes músicos, excelentes músicas. Som denso, com grande instrumentação, experiência única na audição da guitarra, sequências muito boas de instrumentos apresentados ao longo da música.

Quem gosta do estilo Blues-Rock, com certeza vai gostar muito da grande qualidade apresentada por essa banda. Ao longo da semana vou postando algumas coisas deles. Ouçam, entre outros, o CD “High And Mighty”, especialmente a música “Unring the Bell” e “Nothing Again”, grandes obras, sem falar nos excelentes dois primeiros álbuns, "Gov't Mule" e "Dose".

O link no final desse post é para o 1º Álbum, "Gov't Mule".


PARA QUEM QUISER SABER UM POUCO MAIS

Um pouco da história da banda e de seus principais músicos:

MAIO DE 1994 - Após mais uma apresentação num clube em Los Angeles, Warren Haynes e Allen Woody, respectivamente guitarrista e baixista do "The Allman Brothers Band", resolvem prosseguir numa "jam-session" e eis que sobe ao palco o batera Matt Abts... Após tocarem algum tempo, Warren olha para Woody e pensa "ele está certo, eis o homem que precisávamos..." O fato é que havia já algum tempo que ambos estavam pensando em retomar o som dos "power-trios" tão em voga durante as décadas de 60 e 70 e eis que durante uma conversa surgiu a idéia de se criar um projeto paralelo ao ABB:

[Warren] ...eu, você e o baterista certo...
[Woody] ...sim, eu, você e Matt Abts...

...nascido em Oklahoma (30/09/1953) e tendo viajado por praticamente todos os EUA morando em diversas bases militares (seu pai era tenente do exército), até se radicar definitivamente em Virgínia aos 16 anos, e começado sua carreira tocando em bares, tendo ao pouco se consolidado como músico de apoio, inclusive tocado junto com gente do cacife de Ronnie Montrose, Mick Taylor (ex-Rolling Stones) e Chris Anderson, Matt, em meados de 1985 toca por algum tempo na banda de Dickey Betts, onde fica conhecendo Haynes e...

... Allen Woody, nascido em Nashville (03/10/1955), tendo participado de diversas bandas regionais de country-rock e blues, incluindo "The Artimus Pyle Band". Chegou também a participar de uma turnê da banda de Peter Criss. Porém, foi atuando como músico de estúdio que conheceu um guitarrista que mais tarde iria convidá-lo para tocar no Allman Brothers. Seu nome: Warren Haynes...

... nascido em Asheville (06/07/1960) Haynes começou à atuar como músico profissional aos 16 anos de idade, tocando em algumas bandas locais, tendo permanecido por algum tempo numa banda chamada "Ricochet", que chegou à atingir algum sucesso regional, até que em 1980 recebe um convite de David Allan Coe (famoso músico de country-rock norte-americano) para tocar em sua banda. Através dele fica conhecendo Dickey Betts e Gregg Allman, quando abriram um show dos Allman Brothers em Atlanta. Dickey fica impressionado com o estilo do jovem guitarrista. Em 1984 ,após excursionar por todos os EUA e Europa, Warren retorna a Nashville para fazer alguns trabalhos como músico de estúdio, na mesma época em que Dickey estava por lá gravando um álbum solo e precisava de algumas pessoas para atuar como "backing vocals", e então Warren foi um dos escalados. Ao vê-lo, Dickey perguntou: "o que faz aqui?" Warren respondeu: "vou ser um dos backing-vocals". Dickey então disse: "ok, trouxe sua guitarra?" Warren respondeu que não e ambos começaram a rir.

Prosseguiram nos trabalhos, e mais tarde Dickey convidou Warren para trabalhar em algumas músicas, que acabaram sendo inclusas no álbum "Pattern Disruptive". Greg também gostou do guitarrista, tendo inclusive gravado uma faixa de sua co-autoria (Just before the bullets fly) e quando o Allman Brothers foi reformulado em 1989 Warren foi chamado para ser o guitarrista da banda, função que com o passar do tempo foi se ampliando, até o ponto de estar atuando nos vocais e compondo. Além disso, Warren tocou como músico de estúdio em vários discos e lançou um disco solo em 1993.

Após este contato inicial, começam a ensaiar e eis que um dia Jaimoe (baterista do Allman Brothers), após assistir a um desses ensaios, sugere adotarem o nome "Gov’t Mule", ao que a banda prontamente aceita. Nas palavras de Haynes "este nome pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes; por outro lado serve perfeitamente para nos descrever - somos como um indolente, trabalhador e não-glorioso animal!". (Embora não haja uma tradução apropriada para a língua portuguesa, Gov’t Mule significa algo próximo a "mula de carga do governo", fazendo uma alusão aos excessos políticos do governo).

Fizeram sua primeira apresentação em 12/05/94 no The Palomino, Hollywood CA, mesclando composições próprias com alguns covers (Mr. Big, Little Red Rooster, Killing Floor), porém com uma roupagem totalmente diferente (podemos até dizer, "com uma roupagem à la Gov’t Mule"), característica e que se mantem até hoje. Costumam tocar muitos covers ao vivo (War Pigs do Black Sabbath, Thick As A Brick do Jethro Tull, My Generation do The Who etc). Com isto surgiu uma outra peculiaridade da banda, o fato de praticamente não repetirem nenhum set, tornando cada show uma experiência única para os presentes.

Evidentemente os fãs mais "hardcores" e principalmente aqueles completistas teriam motivos de sobra para arrancar os cabelos, afinal é virtualmente impossível acompanhar todas as apresentações da banda! Porém outra característica peculiar do pessoal é permitir que todos os shows sejam gravados pelos fãs! Embora não se trate de uma prática nova, afinal o pessoal do Grateful Dead já fazia isto desde a década de 60, o Gov’t Mule é a primeira banda que além de fazer isto, ainda cede espaço no seu site oficial na Internet para os fãs trocarem gravações!

No ano seguinte lançam seu primeiro auto-intitulado cd pela Relativity Records, contando com três releituras - dentre elas uma canção ,"a capella", do bluesman Son House - gravado praticamente ao vivo (com exceção de alguns poucos overdubs - descritos no encarte do cd!). Um dos pontos altos é "Trane" - inspiradíssimo instrumental baseado e em homenagem a John Coltrane - um dos ídolos de Haynes.

Prosseguem fazendo shows que vão se tornando cada vez mais concorridos, até que no início de 1996 lançam seu primeiro registro ao vivo, o "Live at Roseland Ballroom", gravado na noite de Ano Novo de 95/96 (totalmente sem overdubs), numa turnê conjunta com o pessoal do Blues Traveler. Abrem com uma versão ampliadíssima (16:34min) e cheia de improvisos de "Trane", passando por uma releitura de "Don’t Step On The Grass, Sam" (do Steppenwolf), culminando com outra versão inspiradíssima de "Mule".
"Táis pronto prô coice da mula?" (frase ouvida na fila da bilheteria), hehehe...

Em 1996 vêm ao Brasil para se apresentar no Nescafé & Blues Festival, fazendo três apresentações, uma no Palace em São Paulo dia 30/05, que além de canções próprias coverizam "Mr.Big" do Free, "Don’t step on the grass, Sam" do Steppenwolf, "Presence of the Lord" do Blind Faith e "Just Got Paid" do ZZ Top. Dia 31 é a vez do Canecão, no Rio em 31/05, onde vamos ouvir dentre outras Mr.Big/Presence of the Lord e "End of the line" dos Eagles. Por fim, em Salão de Atos, em Porto Alegre dia 01/06, onde além de tocarem os covers já citados, ainda incluem Born under a bad sign (versão à la Cream) e Never in my life (Mountain).

Ainda em 1996 Haynes é eleito pela segunda vez consecutiva "best slide guitarrist" pela conceituada Guitar Player americana pelo seu trabalho no Gov’t Mule. Isto aliado à crescente fama angariada pelo trio culmina numa inversão de valores, pois inicialmente tanto Haynes quanto Woody viam a banda como um projeto paralelo ao Allman Brothers Band e no final estavam dedicando menos tempo a esta última. Com isto resolvem deixar os Allman definitivamente em Abril de 1997.

Neste mesmo ano assinam com a Capricorn Records e gravam mais um cd de estúdio, desta vez produzido por Michael Barbiero (Soundgarden, Gun’s Roses, Blues Traveller). Lançado em fevereiro de 1998, Dose possui mais uma canção "a capella" ("John The Revelator"), instrumentais intrigantes ("Thelonius Beck" - homenageia Thelonius Monk e Jeff Beck!), covers inusitados ("She Said She Said" dos Beatles), e pela primeira vez uma doce e lírica canção encerrando o cd - "I Shall Return". Um detalhe interessante deste trabalho é que há uma edição limitada em vinil com uma faixa a mais!

Ainda neste ano gravam "Gonna send you back to Georgia" para um tributo ao bluesman Hound Dog Taylor, lançado pela Alligator Records.

Novamente, na noite de Ano Novo fazem mais uma apresentação memorável, desta vez no "The Roxy" em Atlanta, que rende mais mais um cd (desta vez duplo) ao vivo: "Live... With A Little Help From Our Friends", lançado pela Capricorn no início de 1999. Possui boa parte do show (afinal foram mais de 4 horas de duração!). Porém os fãs mais radicais não ficam inteiramente contentes, e eis que dia 16 de novembro deste mesmo ano soltam no mercado um box set contendo o show na íntegra.

Allen e Matt trabalharam também num projeto paralelo, o "Blue Floyd" - no qual juntamente com Marc Ford, Johnny Neel e Berry Oakley Jr. se dedicam a tocar covers do “Pink Floyd” em versão "bluesy"...

Grande abraço e ouçam que vale a pena.

1º Álbum - "Gov't Mule":

8 de maio de 2008

Steve Ray Vaughan, ou apenas "SRV"...

Não poderia nunca deixar de falar deste cara, gênio da música, talento excepcional do Blues, guitarrista com características inconfundíveis, infelizmente morreu muito cedo, mas deixou uma obra maravilhosa e que jamais vai ser esquecida.

Stephen "Stevie" Ray Vaughan nasceu em Dallas, no Texas (3 de Outubro de 1954 - 27 Agosto de 1990) e foi um guitarrista de blues americano, conhecido como um dos mais influentes músicos da história. Ele é freqüentemente referido por suas iniciais, SRV.

No início de sua carreira Vaughan chegou a tocar na banda de seu irmão Jimmie Vaughan, a princípio assumindo o contra-baixo, apenas para ter a oportunidade de tocar em uma banda. Com a experiência adquirida após tocar em uma série de bandas, Vaughan formou o conjunto de blues e rock chamado Double Trouble com o baterista Chris Layton e o baixista Jackie Newhouse no final dos anos 70. Tommy Shannon substituiu Newhouse em 1981. No início conhecido apenas localmente, logo Vaughan atraiu a atenção de David Bowie e Jackson Browne, gravando em álbuns de ambos. O primeiro contato de Bowie com Vaughan havia sido no Montreux Jazz Festival. Bowie lançou Vaughan em seu álbum "Let's Dance" na canção com o mesmo nome e também na canção "China Girl".

O álbum de estréia do Stevie Ray Vaughan & Double Trouble foi lançado em 1983. O aclamado pela crítica, Texas Flood (Produzido por John Hammond) lançou o sucesso top 20 "Pride and Joy" e vendeu bem tanto nos círculos de blues como de rock. Os álbuns seguintes, "Couldn't Stand the Weather" (1984) e "Soul to Soul" (1985), vivenciaram quase o mesmo sucesso dos discos anteriores. O vício em drogas e o alcoolismo levaram Vaughan a ter um colapso durante sua turnê em 1986. Passou por um processo de reabilitação na Georgia um ano mais tarde. Após seu retorno, Vaughan gravou "In Step" (1989), outro disco aclamado pela crítica que ganhou um Grammy pela melhor gravação de blues.

Estilo fortemente influenciado por Albert King, que se autoproclamou "padrinho" de Stevie e por outros como Otis Rush e Buddy Guy. Reconhecido por seu som de guitarra característico, que em parte provinha do uso de cordas de guitarra espessas, pesadas, calibre .013. Seu som e estilo de tocar freqüentemente mesclavam partes de guitarra solo com guitarra rítmica. Também traz freqüentes comparações com Jimi Hendrix, tendo inclusive gravado várias canções de Hendrix em seus álbums de estúdio e ao vivo, como "Little Wing", "Voodoo Child (Slight Return)" e "Third Stone From The Sun". Também era fortemente influenciado por Freddie King, outro grande músico texano, pricipalmente pelo tom e ataque. O pesado vibrato de King pode ser claramente ouvido no estilo de Vaughan. Outra influência no estilo foi Albert Collins, cuja técnica da mão direita, usando o dedo indicador, foi extensamente utilizada por SRV, batendo nas cordas contra o braço da guitarra.

O retorno de Vaughan foi tragicamente interrompido quando, na manhã do dia 27 de agosto de 1990, ele morreu em um acidente de helicóptero próximo a East Troy, Wisconsin. SRV seguia para uma apresentação no Alpine Valley Music Theater, onde na tarde anterior se apresentara junto com Robert Cray, Buddy Guy, Eric Clapton e seu irmão mais velho Jimmie Vaughan. Stevie encontrou um lugar vazio em um helicóptero com alguns membros da equipe de Clapton, e decidiu embarcar. Em conseqüencia do céu extremamente nublado e da forte névoa, o helicóptero de Stevie virou para o lado errado e foi de encontro com uma pista artificial de ski. Não houve sobreviventes.

Stevie Ray Vaughan está enterrado no Laurel Land Memorial Park,em Dallas, no Texas. Será eternamente lembrado pelo grande número de fãs que só aumenta com o tempo. O link é para um ótimo “Greatest Hits”, onde podem ser ouvidas as ótimas “Crossfire”, “Texas Flood”, “Little Wing” e “Pride and Joy”.

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7 de maio de 2008

Jefferson Airplane - Psicodélicos, apocalípticos ou apenas legítimos representantes dos loucos anos 60???

Umas das bandas mais famosas na década de 60, é geralmente associada a drogas como maconha e LSD, talvez por causa do sucesso estrondoso de White Rabbit. Porém, sua música vai muito além disso. Por ter membros tão diferentes entre si, houveram vários temas, desde baladas românticas até letras ácidas contra o ser humano, passando pelas viagens alucinógenas.

Alguns críticos dizem que suas letras são datadas e não representam mais a época atual, e por isso não devem ser levados tão a sério. Besteira. É só ler a letra de “Eskimo Blue Day”, que diz sobre a falta de respeito da humanidade com a natureza. Não é isso que acontece hoje em dia? A banda deve ser levada a sério, sim, não só por causa das letras inteligentes, sarcásticas, irônicas, românticas, mas também pelos ótimos músicos que passaram por ela, e pelo belíssimo conjunto vocal, além, é claro, da experimentação musical. Todos estes itens muito raros no rock atual.

Foi a única banda a participar dos três maiores festivais da época – Monterey, Woodstock e Altamont. Acabou se desintegrando devido à briga de egos entre eles mesmos, algo absolutamente normal numa banda em que todos tinham importância fundamental, podendo seguir carreira solo se quisessem, sem nenhum problema, o que realmente aconteceu com cada um que fez parte da formação que existiu por mais tempo (e a que deu mais certo) – Grace Slick (vocal), Marty Balin (vocal), Paul Kantner (guitarrista), Jorma Kaukonen (guitarrista), Spencer Dryden (baterista) e Jack Casady (baixista).

Pouco antes de lançar seu primeiro álbum, a banda despede o empresário Kantz, recolocando em seu lugar Bill Thompson.

O grupo se apresenta no “Monterey Jazz festival”, sendo o primeiro grupo de rock a fazê-lo., em setembro de 1966.

Signe Anderson, não tendo como conciliar a gravidez com a banda, faz sua última aparição com o Airplane em outubro de 1966 no Fillmore Auditorium. Slick faz sua estréia no grupo, trazendo duas canções de sua antiga banda : White Rabbit e Somebody to Love.

A banda toca no primeiro “Human Be-In” no Golden Gate Park, em San Francisco, antes de entrar na primeira turnê pela costa leste.

Somebody to Love é lançado em março de 1967, e é tema de uma matéria de 6 páginas da revista Look, onde é creditada como uma das principais influências do “Summer of Love”.

Surrealistic Pillow, o primeiro álbum com Grace Slick e Spencer Dryden, com participação de Jerry Garcia (do Grateful Dead), chega a terceiro nas paradas americanas, ganhando um disco de ouro. A banda é a sexta a tocar no “Monterey International Pop Festival”.
Surrealistic Pillow é lançado no Reino Unido numa edição em que foi excluída faixas como “White rabbit” e “Plastic Fantastic Lover”, substituídas por outras que não foram incluídas no primeiro álbum lançado lá.

After Bathing at Baxter’s – terceiro álbum da banda – atinge o 17º lugar nas paradas americanas, em fevereiro de 1968. Nesse mesmo mês Jack Casady participa do álbum Eletric ladyland, de Jimi Hendrix, e no Togheter de Country Joe & The Fish.
Em abril de 1968 o Airplane abre o clube Kaleidoscope, em Los Angeles, com o Canned Heat.

Em junho de 1968 o grupo aparece na capa da revista Life, que tem artigos sobre o Cream, The Doors, Jimi Hendrix, Janis Joplin, The Mothers of Invention e The Who, sob o título de “Jefferson Airplane, grupo de rock no ápice, com música que envolve o mundo inteiro”.

A mansão localizada na 2400 Fulton St, em San Francisco, é comprada pela banda para servir de sede por 73 mil dólares (e depois vendida em 1985 por 700 mil dólares).
Em agosto de 1968 toca no Newport Pop Festival, em Costa Mesa, junto com The Byrds, Canned Heat, Grateful Dead, Sonny & Cher, Steppenwolf, e outros.
O 4º disco da banda – Crown of Creation – fica em 6º lugar nos Estados Unidos, em novembro de 1968.

O diretor francês Jean-Luc Godard filma a banda tocando no telhado em Manhatan, para seu filme “One American movie”, mas desiste de fazê-lo. O filme é transformado em um documentário por D.A. Pennebaker, com o nome “One P.M.” .
Em dezembro de 1968 Kaukonen e Casady formam um grupo como projeto paralelo: Hot Tuna.

Em janeiro de 1969 Slick é hospitalizada com a suspeita de tumor na garanta, fazendo sua segunda operação nas cordas vocais.

É lançado o álbum ao vivo Blees Its Pointed Little Head, sendo o primeiro álbum da banda a entrar nas paradas inglesas, no 38º lugar por uma semana.

O grupo lidera um concerto em agosto de 1969 em Lenox, junto com B.B. King e The Who. Nesse mesmo mês toca na manhã do segundo dia (domingo) no “Woodstock Music & Art Fair”, em Bethel.

Em novembro de 1969 o grupo toca no Fillmore East com Slick vestida de Hitler e com participação do ator Rip Torn como Richard Nixon.

Volunteers, o 5º álbum e o mais político da banda fica em 13º nas paradas dos EUA.

Em dezembro de 1969 participa do fatídico concerto em Altamont Speedway, onde Balin foi atacado no meio de uma música por um dos “seguranças” dos Hell’s Angels.

Em fevereiro de 1970 Dryden sai da banda e ingressa no New Riders of the Purple Sage, em 1971. Em seu lugar entra Joey Covington, que já havia tocado com o Hot Tuna.

Em junho de 1970 o grupo se apresenta no “Bath Festival of Blues & Progressive Music”, na Inglaterra, com o Led Zeppelin.

Em outubro Slick, grávida de Kantner, fica impossibilitada de fazer aparições ao vivo.

Casady e Kaukonen, que por algum tempo tocavam com o Airplane como Hot Tuna ou como um duo acústico, formalizam sua saída do grupo. Eles convidam o violinista “Papa”

John Creach, que viria a ser um membro do Airplane, fazendo sua estréia em Winterland no dia 5. Balin recusa-se a participar em luto por Janis Joplin, que tinha falecido um dia antes.

Em janeiro de 1971 Slick dá à luz à uma menina, chamada China.

Em fevereiro é lançada a coletânea “The Worst of Jefferson Airplane”.

Em abril de 1971 Balin deixa a banda, ficando um ano afastado da música, retornando para produzir a banda Grootna para a gravadora Columbia em 1972, sendo o vocalista da
Boudacious D.F. no ano seguinte.

Em agosto de 1971 a banda lança seu próprio selo, a Grunt Records.

O 1º álbum pelo novo selo e 6º da banda – Bark – fica em 11º nos EUA, ganhando um disco de ouro.

Em abril de 1972 o grupo se reúne para sessão de gravação, e durante ela Covington deixa o grupo para se juntar ao Black Kangaroo. É substituído pelo ex-baterista do The
Turtles John Barbata

O grupo toca no Roosevelt Raceway, em Long Island, como parte do “Festival of Hope”, em benefício à The Nassau Society for Crippled Children and Adults. Slick é nocauteada e Kantner é ferido durante uma briga depois do responsável pelos equipamentos Chick Casady (irmão de Jack) chamar a polícia de “porcos” durante um show no Rubber Bowl, em Akron. É preso pela polícia.

Em setembro de 1972 o 7º álbum da banda – Long John Silver – alcança a 20º posição nas paradas americanas e durante uma semana fica em 30º no Reino Unido.

O último show do Airplane ocorre em Winterland, com o guitarrista David Freiberg do Quicksilver Messenger Service e Marty Balin como convidados.

Em abril de 1973 o Airplane lança o álbum ao vivo Thirty Seconds Over Winterland.

Em agosto de 1989 os principais membros se reúnem para um álbum e uma turnê.

Seguido de uma série de reuniões parciais, Grace Slick, Marty Balin, Paul Kantner, Jorma Kaukonen e Jack Casady lançam Jefferson Airplane, o 1º álbum juntos depois de 17 anos. Grace recentemente havia deixado o Starship, a banda que seguiu ao Jefferson Starship, que ela mesma fundou após a ruína do Jefferson Airplane. Paul Marty e Jack tinham gravado juntos por um breve tempo como KBC Band. Paul também tinha se juntado com o Hot Tuna de Jorma e Jack durante uma turnê, preparando a cena para a volta do Airplane. Ao invés de chamarem algum dos bateristas que tocaram na banda, o grupo chamou Kenny Aronoff, que tinha trabalhado com John Mellencamp. Ron Nevison, que tinha produzido alguns álbuns de Grace e do starship, é covocado para a produção.

O melhor resultado do álbum foi um desapontante 85º lugar. Os críticos detonaram abertamente o álbum, mas a turnê recebeu muitos reviews positivos, apesar do fato da banda ter sido ajudada por muitos outros músicos.

Em setembro, após a turnê que teve mais de 25 datas, concluída num show gratuito no Golden Gate Park, o Jefferson Airplane se desfaz definitivamente, com Grace e Dryden se retirando do meio musical. A revista Rolling Stone chama a turnê como “a mais não-desejada volta do ano”.
Em janeiro de 1996 a banda entra para o Rock and Roll Hall of Fame no 11º jantar anual. Mickey Hat e Phil Lesh do Grateful Dead são os apresentadores.

Mando o link para uma coletânea com muita coisa boa deles. Espero que gostem. Abraços.

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4 de maio de 2008

Órgão Hammond - Gospel, Blues, Hard Rock, Progressivo... Quem já não ouviu o som do "órguinho"???

Órgão elétrico desenvolvido e construído por Laurens Hammond em torno de 1934. Enquanto originalmente vendido para igrejas como uma alternativa de baixo custo ao órgão de tubos, acabou sendo usado para o jazz e o blues, e então para uma extensão do Rock 'n' Roll (nas décadas de 60 e 70) e música gospel.

Em janeiro de 1934 Laurens Hammond, um inventor e engenheiro dos Estados Unidos, patenteou um novo tipo de instrumento musical elétrico. A invenção foi revelada ao público em abril do ano seguinte, e o primeiro modelo (modelo A) foi disponibilizado em junho do mesmo ano. Vários outros modelos foram produzidos pelos próximos vinte anos, mas nenhum foi mais conhecido ou usado que os modelos de 1955: B-3 e C-3. Junto com o A-100, produzido em 1959, esse trio de órgãos compartilhava uma mecânica similar de produção de som.

Laurens Hammond visava que seus órgãos substituíssem os órgãos de tubos e o piano para residências de classe média e para uso em estações de rádio. Nos primeiros anos de produção foi isso que aconteceu, mas na década de 1950 músicos de jazz como Jimmy Smith começaram a usar o som distinto do instrumento. Na década de 1960 o Hammond tornou-se popular entre grupo de pop. Ele foi parte relevante do som inovador da banda de rock Deep Purple no início da década de 1970. Também foi amplamente utilizado pelo músico francês Jean Michel Jarre no ínicio de sua carreira.

O órgão Hammond é um instrumento electro-mecânico. Possui um conjunto de rodas fónicas (tone wheels), que são discos dentados que giram a grande velocidade. Ao girarem, esses discos geram uma variação do campo magnético, que depois é captada através de fonocaptadores electro-magnéticos. Posteriormente, esses sinais eléctricos são transformados em sinais acústicos.

O Hammond B-3 é modelo mais famoso do instrumento. Nas primeiras décadas após sua introdução ele era usado para fornecer música em pistas de patinação e salas de filmes. Entre as décadas de 1950 e 1960 foi usado por bandas de jazz como o trio de Jimmy Smith. No final da década de 1960 e pela década de 1970 ele foi bastante usado por bandas de rock desde os latinos do Santana, passando por Deep Purple, que consagrou o instrumento, à bandas de rock progressivo como Yes, Kansas e Pink Floyd, assim como bandas de blues-rock como The Allman Brothers Band.

Durante as décadas de 1980 e 1990 o modelo continuou a ser usado por bandas de vários estilos musicais, como rock, hard rock, jazz e blues. Ele era o instrumento favorito do renomado tecladista do Grateful Dead, Brent Mydland.


Na foto acima, podemos ver Ken Hensley, do Uriah Heep tocando seu B3, enquanto seus companheiros de banda esmerilham todos os instrumentos. Foto de 1976.

3 de maio de 2008

Clube de Patifes - Blues da Bahia (Por que não??)

Essa banda realmente me surpreendeu. Não é de agora que sabemos que o Brasil tem excelentes artistas de todos os gêneros, de norte a sul, mas uma banda de Blues da Bahia é uma grata surpresa.

E os caras são bons mesmo! Com um toque de "Velhas Virgens" e "Flávio Guimarães", dá pra ouvir o CD "Do Palco ao Balcão" tranquilamente, do começo ao fim.

Boa qualidade musical, belo timbre de guitarra (Strato?), um baixo preciso e sem complicação, bem presente em todas as músicas e o vocalista de timbre bem rouco, deixam as músicas com aquele gostinho de "vou ouvir de novo assim que acabar". Parece que tem um Hammond lá no fundo... Tem mesmo?? Ah! não falei do batera né?? Desculpa! Muito jóia o som dos pratos, sem excesso, não cansa o ouvido e faz a gente prestar atenção na bateria mais do que o normal. Já os metais (que eu geralmente sou chato pra gostar) estão numa dose muito legal mesmo, me lembrando uma banda que eu ouvi em São Paulo uma vez, em 2002 se não estiver enganado, chamada "Quadra Band", onde os caras dos metais matavam a pau!

Gostei. Aliás, gostei bastante. Obrigado ao pessoal da banda e especialmente ao Joe Bass, que me apresentou o ótimo trabalho dos rapazes da Bahia. Parabéns pra essa galera que tem tudo pra ser um grande sucesso nacional.

Para quem quiser chamar os caras para um showzão de Blues, pode entrar na página http://www.clubedepatifes.com/ e obter mais informações de contato.

Informações rápidas sobre a banda:

Belle & Sebastian - The Life Pursuit


8º Álbum da Banda (Esse é o último que eu tenho!!).

Espero que tenham gostado.

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Belle & Sebastian - Push Barman To Open Old Wounds

Belle & Sebastian - Dear Catastrophe Waitress

6º Álbum da Banda:


Belle & Sebastian - Storytelling

Belle & Sebastian - Fold Your Hands Child, You Walk Like a Peasant


4º Álbum da Banda:

Belle & Sebastian - The Boy With Tha Arab Strap

3º Álbum da Banda. Enjoy It!!

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1 de maio de 2008

Belle & Sebastian - Qualidade, originalidade e competência

Vou me estender um pouco na apresentação desta banda, mas acreditem, vale a pena. Excelente banda, com grandes músicos, muita originalidade e é uma pena, mas acho que faz parte da lista das “Esquecidas não sei porquê” Ao longo da semana vou postando os álbuns, começando com o primeiro e segundo de cara.
Espero que gostem e que não tenham preguiça de ler!!
Banda de indie pop escocesa formada em 1996, tem muito em comum com bandas Indie de muita influência, como The Smiths, Felt e James. Atualmente adota influências do soul e funk nórdicos. Depois de lançar vários álbuns e EPs na Jeepster Records, eles agora estão associados à Rough Trade Records (UK) e à Matador Records(EUA).

Em 1996, Stuart Murdoch encontrou o baixista Stuart David. Juntos, eles gravaram alguns demos com seu professor de música do Stow College, Pilar Duplac, que selecionava todo ano, músicas para serem lançadas em um single produzido na gravadora da escola. Como a banda já tinha inúmeras músicas prontas e a gravadora ficou muito impressionada com os demos, Belle & Sebastian (nome dado depois de Belle et Sébastien, um livro infantil do escritor francês Cécile Aubry, que narra a história do menino Sébastien e seu cachorro Belle) resolve gravar um álbum completo: “Tigermilk”.

Há rumores que "Belle" refere-se a Isobel Campbel e "Sebastian" a Stuart Murdoch, já que namoraram por alguns anos até a saída dela da banda, em 2002. Murdoch nega as afirmações.
Tigermilk foi gravado em três dias e só mil cópias foram gravadas em vinil. Tais LPs agora são vendidos por mais de £$400,00. Nessa época a banda agrega Stevie Jackson, Isobell Campbell, Chris Geddes e Richard Colburn.

Depois do sucesso do disco inaugural, Belle & Sebastian foram para a Jeepster Records em agosto de 1996 e “If You're Feeling Sinister”, seu segundo álbum, foi lançado três meses depois.

Logo antes de gravar “Sinister”, Sarah Martin juntou-se à banda. Em 1997 uma série de EPs foi lançada.O primeiro deles foi Dog On Wheels, que continha quatro faixas demo gravadas antes da formação real. Na verdade, os únicos membros de longa data a tocar no disco foram Murdoch, David e Mick Cooke, que tocou trompete no EP, mas só entrou na banda alguns anos depois. O EP ficou em 59º na classificação britânica de singles.

Lazy Line Painter Jane, o próximo EP, foi lançado em julho. Ele foi gravado no hall de uma igreja e tinha vocais de Monica Queen e por muito pouco (41º) não entrou no UK top 40. O último EP de 1997 foi lançado em outubro, 3... 6... 9 Seconds of Light. Esse foi eleito o single da semana na NME e Melody Maker e posicionou-se em 32º no ranking, tornando-se o primeiro single da banda a ficar entre os 40 melhores. A banda fez sucesso entre os jovens inteligentes ingleses e logo se espalhou pelo mundo sendo considerada uma banda sem precedentes no estilo único.

1998 começou com o lançamento de The Boy with the Arab Strap, que alcançou o 12º lugar nas paradas britânicas. Durante a gravação do CD o trompetista Mick Cooke foi chamado para entrar para a banda. Logo depois do lançamento do album a banda foi premiada com Best Newcomer (pelo seu terceiro album) no BRIT Awards. Em seguida foi lançado o EP This Is Just a Modern Rock Song.

Em 1999 a banda sediou seu próprio festival, o Bowlie Weekender. Tigermilk foi lançado na íntegra, pela Jeepster, antes da banda começar a trabalhar em seu novo LP. O resultado foi Fold Your Hands Child, You Walk Like a Peasant, que se tornou o primeiro top 10 da banda no Reino Unido. O single "Legal Man" alcançou o 15º lugar e deu a eles sua primeira apresentação no Top of the Pops.

Stuart David logo saiu da banda para se concentrar em seu projeto solo, Looper, e em seus livros, que incluiam The Idle Thoughts of a Daydreamer. Ele foi substituído por Bobby Kildea do V-Twin. O single Jonathan David-cantado por Stevie Jackson- foi lançado em junho de 2001 e foi seguido por I´m Waking Up to Us em novembro. Esse parece descrever o relacionamento e separação de Murdoch e Campbell, mas Murdoch negou o fato. A maior parte de 2002 foi gasto com turnês e a gravação de Storytelling. Isobel anuncia sua saída da banda na turnê dos EUA, em 2002.

A banda larga a Jeepster em 2002 e entra na Rough Trade Records. B&S completa seu álbum Dear Catastrophe Waitress em 2003, produzido por Trevor Horn. O album mostra um som mais produzido, se comparado com os outro quatro LPs da banda. Um documentário, Fans Only foi lançado em DVD pela Jeepster em outubro de 2003. Um single de Catastrophe Waitress, Step into My Office, baby, foi lançado em novembro de 2003. Esse seria o seu primeiro single/EP originário de um álbum.

I'm a Cuckoo foi o segundo single vindo de um álbum, e tocou mais nas rádios do que qualquer outro single ou EP. Ele alcançara sua melhor posição até o momento, o 14º no Reino Unido. Books foi o EP que seguiu. Ele foi o terceiro EP da banda a chegar no top 20 inglês, que foi indicada para o Mercury Music Prize e um Ivor Novello Award. Em janeiro de 2005, B&S foi eleita a melhor banda escocesa, ganhando de bandas como Simple Minds, Idlewild, Travis, Franz Ferdinand e The Proclaimers.

Em abril de 2005 membros da banda visitaram Israel e Palestina, com o War on Want. Consequentemente o grupo lançou uma música inspirada na viagem The Eighth Station of the Cross Kebab House, que foi lançada no single Funny Little Frog. Push Barman to Open Old Wounds, uma compilação dos singles e EPs da Jeepster, foi lançado em maio de 2005, enquanto a banda gravava seu sétimo album na California. O resultado foi The Life Pursuit lançado em fevereiro de 2006 e produzido por Tony Hoffer. O album foi o de melhor colocação, alcançando 8º lugar no Reino Unido e 65º na Bilboard americana.

Em julho de 2006 a banda fez um show histórico com a Los Angeles Philharmonic no Hollywood Bowl.O show com 18000 ingressos vendidos foi aberto pelo The Shins.

Em outubro de 2006, membros da banda ajudaram a lançar uma coleção, em cd, de músicas para criança chamado Colouers Are Brighter, com o envolvimento de bandas famosas como Franz Ferdinand e The Kooks.

Os atuais membros da banda são:
Stuart Murdoch: desde 1996 (vocais, guitarra e teclados)
Stevie Jackson: desde 1996 (vocais e guitarra)
Chris Geddes: desde 1996 (teclados)
Richard Colburn: desde 1996 (bateria)
Sarah Martin: desde 1996 (violino e vocais)
Mick Cooke: desde 1998 (trompete e baixo)
Bobby Kildea: desde 2001 (guitarra e baixo)

Membros antigos:
Isobel Campbell: de 1996 a 2002 (vocais e cello)
Stuart David: de 1996 a 2000 (baixo)
Mark Jefferson: de 1996 a 2000 (piano)
1º e 2º Álbuns da Banda: