20 de abril de 2008

Marty Friedman - Exótico, forte, preciso e "full of feeling"


Técnico e exótico, palavras que melhor resumiriam o estilo e a musicalidade de Marty Friedman. Seu detalhe mais interessante é a maneira como ele segura a palheta. Sua técnica foi adquirida em longas horas de estudo. No começo Marty só estudava uma hora por dia e ensaiava três horas com sua banda. Com o tempo, quando começou a tocar coisas mais difíceis passou a estudar mais horas em sua casa.

Friedman teve muita influência de lugares onde morou e isso acabou se refletindo em seu estilo exótico e peculiar de tocar guitarra. Lugares como Alemanha, Califórnia e Hawaii, esse último em especial, pois a cultura japonesa tem grande influência. É provável que a música japonesa seja grande responsável por tornar seu estilo tão marcante.

Quando adulto, foi várias vezes ao Japão e comprava muitas fitas de música japonesa. Nesse período Marty não sabia falar japonês (hoje é possível vê-lo sendo entrevistado em rádios e TVs nesse idioma). Comprava mesmo não sabendo o que estava escrito na capa. Diz ele ter mais elementos dessas fitas em suas músicas do que as coisas típicas de Van Halen, Eric Clapton, Kiss, Ramones e Black Sabbath. Marty gosta muito também de outros estilos como pop e música eletrônica. Além de grande fã de Elvis Presley, do qual coleciona material desde pequeno.

Conhecido como ex-guitarrista do Megadeth, onde entrou em fevereiro de 1990, sua carreira musical começou muito antes disso. Seu primeiro grande show foi com a banda Hawaii abrindo para o Deep Purple em Honolulu - Hawaii. Fez parte da banda Cacophony, onde lançou dois álbuns e dividia as guitarras com Jason Becker. Fez parceria com a grande estrela da música New Age oriental “Kitaro”, excelente experiência, que o fez ter muitas idéias para sua carreira solo evoluir.

Participou também de vários projetos como o Explorer’s Club (que já contou com a participação de John Petrucci). Mas foi com o Megadeth que Friedman chegou ao topo, onde vendeu mais de 10 milhões de cópias, recebeu 27 discos de ouro e platina por todo o mundo e recebeu várias indicações ao Grammy. Foi com o Megadeth também que em 1991 tocou no Rock In Rio e teve a oportunidade de tocar para mais de 140.000 pessoas. Sua saída do Megadeth foi simplesmente pelo fato de tomar novos rumos à sua carreira. Escreve regularmente para várias revistas, entre elas estão a americana Guitar World e as japonesas Young Guitar e Burrn. Quando não está em turnê ou gravando, costuma realizar workshops pelo mundo.

Atualmente acompanha a cantora Aikawa Nanase, na gravação em estúdio e turnê. Também tem gravado e compondo material com produtores de lá mesmo, além das vídeo-aulas.

O link é para o 4º álbum de sua vasta e muito boa carreira solo, “True Obssssions”, lançado em 1996, que tem elementos do progressivo, do heavy metal, do melódico e até do blues, claro que com um pouco de virtuosismo (mas pouco mesmo). Muito interessante. Alguns momentos vocais proporcionados por Stanley Rose, que eu não faço a mínima idéia de quem seja, mas até que o cara é bom.

Achei esse CD “perdido” na loja uma vez, comprei por estar muito barato e parecer bom e até hoje não me arrependi!!! Hehehe...

ATENÇÃO: Álbum para ser ouvido sem pressa e com atenção aos detalhes.


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