28 de abril de 2008

The Jesus And Mary Chain - Alternativo, esquecido, polêmico, mas muito bom!!


Banda escocesa, cujas músicas são compostas pelos irmãos Jim Reid e William Reid. Para conceber a banda, os irmãos Reid recrutaram o baixista Douglas Hart e o baterista Murray Dalglish. Esse foi rapidamente substituído por Bobby Gillespie (que iria liderar o Primal Scream posteriormente) e a banda gravou o single de estréia, "Upside Down", lançado em outubro de 1984 pela Creation Records.

Apesar de o single ter recebido elogios gerais da crítica da imprensa da música britânica, e do fato de a banda ser fanaticamente defendida pela New Musical Express ou apenas NME (Revista sobre música publicada semanalmente no Reino Unido desde 1952), foram os shows ao vivo deles que lhes deram mais destaque. Formada em 1984 e de volta aos palcos em 2007, após um período de oito anos.

Conhecidos por unir melodias inspiradas no rock dos anos 60 (Beach Boys, The Who) ao som sujo e distorcido criado com pedais e amplificadores. Os shows ao vivo eram notórios pela indiferença da banda em relação à platéia. Jim Reid chegava a tocar de costas para o público e alguns shows chegavam a durar apenas 10 minutos. No fim dos anos 80, a Universidade Politécnica de Londres foi palco de uma revolta do público contra a banda. Os pagantes destruiram o auditório da Universidade em uma onda de violência que expôs os irmãos Reid aos holofotes da mídia especializada.

Em 1999, após uma série de brigas, os irmãos Jim e William Reid anunciariam o fim do Jesus and Mary Chain.

Mas, em abril de 2007, a dupla se reuniu novamente no festival Coachella, Califórnia. Após um breve show de pré-estréia na quinta-feira em Pomona, os irmãos Reid tocaram por cerca de uma hora no deserto de Índio. Foi uma das atrações da noite de abertura do festival que também trouxe de volta aos palcos as bandas Happy Mondays e Rage Against the Machine. Em uma performance aclamada pelo público e pela crítica, Jim e William surpreenderam tocando as principais canções da carreira e até uma faixa inédita.

Seguem os links para o álbum “Psycho Candy”, lançado em 1985 e primeiro trabalho da banda. O segundo álbum, "Darklands", o terceiro, "Barbed Wire Kisses" e o quarto álbum, "Automatic".
Considero essa, uma grande banda dos anos ’80. Espero que gostem. Abraços!!

27 de abril de 2008

Jane's Addiction - Precursores do Grunge??

A banda nasceu na Califórnia, em 1985, com os amigos Perry Farrell (vocal), Eric Avery (baixo) e Dave Navarro (guitarra). Eles se reuniram para tocar rock’n’roll influenciado pelo hardcore, metal, funk e até jazz, uma criatividade que era embalada ainda pelas letras de Farrel, que iam da ironia ao enigmático. Após a entrada do baterista Stephen Perkins, o grupo começou a fazer pequenos concertos na região e rapidamente chamou a atenção. Os fãs aumentavam a cada apresentação e as gravadoras faziam marcação cerrada no grupo.

Eles preferiram lançar o primeiro disco com um pequeno selo chamado Triple XXX. “Jane’s Addiction” foi gravado ao vivo em um concerto no Roxy, em Los Angeles e os destaques foram “Pigs in Zen” e “Jane Says”, além de um cover de “Sympathy for the Devil”, dos Rolling Stones. Finalmente uma gravadora de peso, a Warner, conseguiu fechar um contrato com o Jane’s Addiction. Em 1988, foi lançado “Nothing´s Shocking”, que gerou polêmica ao trazer nudez na capa do disco - o que só ajudou a permanência do trabalho por 35 semanas nas paradas musicais.

O sucesso continuou com a canção “Been Caught Stealing”, que fazia parte do terceiro disco, “Ritual de lo Habitual”, lançado em 1990. Mas com o Jane’s Addiciton não foi diferente de qualquer outra banda de sucesso meteórico, onde os problemas aparecem quando o sucesso é maior. Farrel se desdobrava para participar da turnê e dar conta da organização do festival Lollapalooza. Além disso, o grupo enfrentava problemas com drogas e os conflitos entre Navarro e Farrel ficaram insuportáveis. Após uma turnê explosiva, em 1991, o grupo anunciou o fim, mas o Jane´se Addiction já era considerado o precursor da cena musical underground, que viria abrir espaço para The Smashing Pumpkins, Pearl Jam, entre outros.

Cada integrante seguiu o seu caminho. Farrel se dedicou à produção do Lollapalooza e formou a banda Porno for Pyros, com Stephen Perkins; Eric Avery foi para o grupo Polar Bear e Dave Navarro para o Red Hot Chili Peppers. Foram seis anos separados, até que a gravação de uma canção para a trilha sonora do filme “O Rei da Rádio” os uniu novamente. Foi o necessário para que despertasse o desejo de voltar a tocar juntos.

Em 1997, o Jane’s Addiction estava oficialmente de volta com a turnê “It’z My Party”, nos Estados Unidos e Canadá. Como Eric não participou, o baixista Flea, do Red Hot Chili Peppers, ficou com a função. O grupo lançou ainda o disco “Kettle Whistle”, com versões ao vivo das canções de maior sucesso da carreira e algumas demos nunca gravadas. O disco não obteve muito sucesso, mas a turnê foi surpreendente. Mesmo assim, eles pararam novamente e todos voltaram a se dedicar a outros projetos.

Em 2001, mais uma tentativa da volta da banda. Farrel e Perkins foram os primeiros a se reunir, depois Dave Navarro se juntou ao grupo com o novo baixista Chris Chaney. Eles entraram em estúdio para a gravação de um álbum com canções inéditas, “Strays”, lançado em 2003, produzido por Bob Ezrin, que já trabalhou com Alice Cooper e Pink Floyd. Depois de anos sem lançar um trabalho inédito, o Jane’s Addiction conseguiu colocar o disco direto no primeiro lugar no ranking de álbuns alternativos da Billboard.

Curiosidade: O Vocalista Perry Farrel é um excelente surfista amador, já tendo vencido a categoria “Celebridades” do torneio Kelly Slater nas ilhas Fiji.

Seguem links para os álbuns "Nothing's Shocking", "Strays" e "Up From The Catacombs (Best Of)", com muitos sucessos banda. Abraços!!!

Steve Miller Band - Pop? Pode até ser, mas com muita qualidade e excelentes bases.

Steve Miller (nascido em 5 de outubro de 1943 em Milwaukee, Wisconsin) é um músico e guitarrista de blues e rock. Ele estudou na Universidade de Wisconsin-Madison durante os anos 60, onde formou sua primeira banda, The Ardells. Miller ensinou Boz Scaggs alguns acordes, e Scaggs juntou-se ao Ardells no ano seguinte. Outro ano se passaria até que Ben Sidran fosse adicionado como tecladista do grupo.

Em 1968, Miller formou a Steve Miller Band com Scaggs nos vocais, lançando o álbum Children of the Future, o primeiro de um série de discos calcados solidamente no estilo de blues psicodélico que dominava o cenário musical de São Francisco na época. Scaggs deixaria a banda depois de mais dois álbuns e seria substituido em sua função pelo baterista Tom Davis; o próprio Miller só começaria a cantar em 1969, assumindo os vocais ocasionalmente no álbum Brave New World.

The Joker, de 1973, marcou o início de uma nova fase na carreira de Miller: mais simplista e direcionado ao pop, o álbum obteve grande êxito com a faixa título e outras de suas canções. Miller agora assumira o papel de cantor de vez; seu alcance vocal limitado na verdade fez com que as músicas se tornassem mais acessíveis e propensas a tocarem nas rádios.

Depois de The Joker veio Fly Like an Eagle (1976) e Book of Dreams (1977). Estes dois últimos representaram o auge do sucesso comercial de Miller, ambos alcançando as colocações máximas nas paradas musicais e emplacando diversos hits, como “Rock ‘N’ Me”, “Take the Money and Run”, “Jet Airliner” e “Jungle Love”. Enquanto a crítica esculhambava Miller por ele abandonar suas composições mais ambiciosas e socialmente engajadas em favor de simples sucessos de pop-rock influenciados por blues, os fãs aumentavam cada vez mais, e a Steve Miller Band co-encabeçou uma grande turnê por estádios com o The Eagles em 1977.

Do alto de seu massivo sucesso, Miller resolveu dar uma pausa nas gravações e turnês, só emergindo em 1981 com Circle of Live, um álbum ambicioso possivelmente planejado para aplacar os críticos com seu novo estilo. As vendas foram decepcionantes, e em 1982 ele retornou à formula pop com outro álbum de sucesso, Abracadabra. Este seria seu último grande êxito comercial; uma série de coletâneas, álbuns ao vivo e tentativas de encontrar um novo estilo apareceriam esporadicamente, mas no começo dos anos 90 Miller desistiu de vez de produzir novos discos.

Segue o link para o álbum Greatest Hits, com vários dos maiores sucessos da banda.

24 de abril de 2008

The Corrs - Irish Folk Rock

Atendendo a pedidos, indico o link para o ótimo álbum acústico (já virou mania essa estória de acústico por aqui hein... hehehe) da banda de Folk Rock da talentosa família ''Corrs''.

De origem irlandesa, composta por 3 mulheres (muito bonitas, aliás) e 1 homem (Sharon, Caroline, Andrea e Jim), já ultrapassaram a marca de 60 milhões de álbuns vendidos pelo mundo, com várias primeiras posições nas paradas da Europa, Austrália e USA.
Filhos dos músicos Gerry e Jean Corr, além de tocarem seus instrumentos usuais, todos tocam piano, ensinado pelo pai. A banda foi formada para uma audição do filme The Commitments. Jim, Sharon e Caroline tinham uma pequena participação como músicos, enquanto Andrea possuía uma fala como Sharon Rabbitte, a irmã do protagonista. Nessa época foram percebidos pelo seu futuro gerente, John Hughes.

Sua primeira apresentação de sucesso foi no The Late Show, na época apresentado por Gay Byrne, em 1993, quando tocaram "Runaway". Apesar disso, eram praticamente desconhecidos fora da Irlanda até 1994, quando o embaixador americano na Irlanda Jean Kennedy Smith convidou o grupo para se apresentar em Boston, na Copa de 1994, o que fez com que viessem abrir os concertos de Celine Dion em sua turnê mundial de 1996.

Sharon toca violino e faz backing vocal. Caroline toca bateria, bodhran (instrumento irlandês de percussão) e faz backing também. Jim toca guitarra, violão, piano e algumas vezes faz backing. Andrea , a vocalista principal, também toca flauta fina. Em 1995, foram reunidos os músicos Anthony Drennan (guitarra) e Keith Duffy (baixo) para reforçar o som da banda. Apesar de membros permanentes, não aparecem em clipes nem contribuem com as composições. Apesar disso Drennan é creditado como co-produtor em algumas das canções.

Muito bom de ouvir, muito bom de ver (é, elas são muito bonitas!), espero que gostem.

23 de abril de 2008

Chris Cornell - Esse sim deveria ter o apelido de "The Voice", hehehe...

Chris Cornell (nascido Christopher John Boyle em Seattle, Washington, 20 de julho de 1964) é um guitarrista e cantor americano.

Seu primeiro instrumento na infância foi o piano, mas iniciou sua carreira como baterista na banda Jones Street Band. Em 1984, junto com o guitarrista Kim Thayil e o baixista Hiro Yamamoto, formou o Soundgarden. Cornell tocava bateria e cantava, mas logo após Scott Sundquist assumir a bateria (tendo sido ocupada definitivamente depois por Matt Cameron), Cornell passa a se dedicar exclusivamente ao vocal. Lançaram, entre outros álbuns, Ultramega OK (1988) e Louder Than Love (1989), tendo boa repercusão no cenário alternativo americano. O primeiro EP da banda, Screaming Life, foi lançado em 1987 pela gravadora SubPop.

Em 1990, seu amigo Andrew Wood da banda Mother Love Bone morre de overdose de heroína. Cornell resolve homenagear o amigo com duas músicas de sua autoria, "Say Hello To Heaven" e "Reach Down". Junta-se a Jeff Ament e Stone Gossard, ambos membros do Mother Love Bone, além dos recém recrutados Mike McCready e Eddie Vedder e formam o Temple Of The Dog, que terminou após o fim das gravações de seu único álbum, o auto intitulado Temple Of The Dog. Mike McCready e Eddie Vedder viriam a compor posteriormente o Pearl Jam.

Em 1991 foi lançado Badmotorfinger, álbum que torna o Soundgarden mundialmente famoso graças à grande atenção pelas bandas da cena de Seattle, impulsionada pelo Nirvana. O álbum mais famoso e bem sucedido comercialmente do Soundgarden é Superunknown, de 1994, que vendeu mais de cinco milhões de cópias somente nos Estados Unidos. Down On The Upside é lançado em 1996, não obtendo o mesmo sucesso comercial do álbum anterior. O Soundgarden anunciou seu fim em 1997, seguido da coletânea A-Sides.

Em 1999, Cornell lança o álbum solo Euphoria Morning, vendendo 300 mil cópias nos Estados Unidos e dando uma indicação ao Grammy para Cornell.

Em 2001 formou o Audioslave junto com os ex-membros do Rage Against the Machine, lançando o álbum Audioslave em 2002, que obteve muita repercussão positiva na mídia. Em 2005, o Audioslave entrou para a história, tornando-se o primeiro grupo americano a realizar um show em Cuba, país marcado pela ditadura de Fidel Castro. No mesmo ano foi lançado o álbum Out Of Exile. Revelations foi lançado no começo de Setembro de 2006.

Em 2006 Chris Cornell lançou um novo single, You Know My Name, música tema de James Bond Cassino Royale, estréia de Daniel Craig atuando como agente secreto 007. No dia 15 de Fevereiro de 2007, Cornell anunciou sua saída do Audioslave. E o segundo álbum solo de Chris Cornell, Carry On, foi lançado no dia 05 de Junho de 2007. Em Abril de 2007 Cornell deu início à uma turnê mundial em suporte de seu novo álbum solo. Também comemorando 20 anos do lançamento de sua primeira gravação (o EP Screaming Life do Soundgarden lançado em 1987), ele tem apresentado músicas de todas as fases de sua carreira em seus shows.

Indico aqui o link para o disco “Unplugged In Sweden”, gravado em 2006, que mostra uma voz potente, emocional, característica e poderíamos dizer até, meio rústica (no sentido bom da palavra!).

Acho o cara um excelente vocalista, dos melhores da atualidade. Esse álbum mostra um trabalho diferente, muito bem feito, com excelente escoha de músicas e bons momentos de qualidade vocal. Espero que gostem.

21 de abril de 2008

Eric Clapton - Estrela de grande porte

Muito legal o vídeo que mostra Eric Clapton na sua fase "Cream", demonstrando suas habilidades na guitarra, aliás com uma pintura Psicodélica, clássica da época, junto com a roupa de Eric, o cabelo, a barba, o bigode e todos os adereços nele pendurados!!Sem falar que a guitarra fuma o tempo todo... Impressionante como esse cara é humilde, fala como se fosse um guitarrista qualquer, sem esconder seus "segredos", como fazem muitos virtuosos. Grande!!! Retrato de uma época...

20 de abril de 2008

Marty Friedman - Exótico, forte, preciso e "full of feeling"


Técnico e exótico, palavras que melhor resumiriam o estilo e a musicalidade de Marty Friedman. Seu detalhe mais interessante é a maneira como ele segura a palheta. Sua técnica foi adquirida em longas horas de estudo. No começo Marty só estudava uma hora por dia e ensaiava três horas com sua banda. Com o tempo, quando começou a tocar coisas mais difíceis passou a estudar mais horas em sua casa.

Friedman teve muita influência de lugares onde morou e isso acabou se refletindo em seu estilo exótico e peculiar de tocar guitarra. Lugares como Alemanha, Califórnia e Hawaii, esse último em especial, pois a cultura japonesa tem grande influência. É provável que a música japonesa seja grande responsável por tornar seu estilo tão marcante.

Quando adulto, foi várias vezes ao Japão e comprava muitas fitas de música japonesa. Nesse período Marty não sabia falar japonês (hoje é possível vê-lo sendo entrevistado em rádios e TVs nesse idioma). Comprava mesmo não sabendo o que estava escrito na capa. Diz ele ter mais elementos dessas fitas em suas músicas do que as coisas típicas de Van Halen, Eric Clapton, Kiss, Ramones e Black Sabbath. Marty gosta muito também de outros estilos como pop e música eletrônica. Além de grande fã de Elvis Presley, do qual coleciona material desde pequeno.

Conhecido como ex-guitarrista do Megadeth, onde entrou em fevereiro de 1990, sua carreira musical começou muito antes disso. Seu primeiro grande show foi com a banda Hawaii abrindo para o Deep Purple em Honolulu - Hawaii. Fez parte da banda Cacophony, onde lançou dois álbuns e dividia as guitarras com Jason Becker. Fez parceria com a grande estrela da música New Age oriental “Kitaro”, excelente experiência, que o fez ter muitas idéias para sua carreira solo evoluir.

Participou também de vários projetos como o Explorer’s Club (que já contou com a participação de John Petrucci). Mas foi com o Megadeth que Friedman chegou ao topo, onde vendeu mais de 10 milhões de cópias, recebeu 27 discos de ouro e platina por todo o mundo e recebeu várias indicações ao Grammy. Foi com o Megadeth também que em 1991 tocou no Rock In Rio e teve a oportunidade de tocar para mais de 140.000 pessoas. Sua saída do Megadeth foi simplesmente pelo fato de tomar novos rumos à sua carreira. Escreve regularmente para várias revistas, entre elas estão a americana Guitar World e as japonesas Young Guitar e Burrn. Quando não está em turnê ou gravando, costuma realizar workshops pelo mundo.

Atualmente acompanha a cantora Aikawa Nanase, na gravação em estúdio e turnê. Também tem gravado e compondo material com produtores de lá mesmo, além das vídeo-aulas.

O link é para o 4º álbum de sua vasta e muito boa carreira solo, “True Obssssions”, lançado em 1996, que tem elementos do progressivo, do heavy metal, do melódico e até do blues, claro que com um pouco de virtuosismo (mas pouco mesmo). Muito interessante. Alguns momentos vocais proporcionados por Stanley Rose, que eu não faço a mínima idéia de quem seja, mas até que o cara é bom.

Achei esse CD “perdido” na loja uma vez, comprei por estar muito barato e parecer bom e até hoje não me arrependi!!! Hehehe...

ATENÇÃO: Álbum para ser ouvido sem pressa e com atenção aos detalhes.


Blues the Ville - Alta qualidade nacional


Natural de São Carlos (SP), a banda é, sem dúvida, uma das grandes revelações do Blues Nacional. Composta pelo gaitista e vocalista David Tanganelli, Netto Rockfeller na guitarra, Coxa no baixo e Danilo na bateria. Possui uma grande experiência por ter participado de importantes festivais do gênero, dividindo o palco e acompanhando grandes nomes do Blues nacional e internacional como Flávio Guimarães, J.J. Jackson, Deacon Jones, Danny Vincent, Greg Wilson, Holand K. Smith, entre outros!!

O grupo destaca-se pelo rico repertório em rítmos dançantes, além de explorar todos os universos do Blues como: Boogies, Shuffles, Slow Blues e Funk Blues da melhor safra. Atualmente deram início à turnê de lançamento do disco “Da Vila Para o Blues”, que conta com grandes participações de Flávio Guimarães e Greg Wilson (ambos Blues Etílicos), além de outros convidados.

Os caras além de serem excelentes músicos, são extremamente carismáticos, gente boa mesmo!! Conheci eles quando vieram tocar no bar que eu tive. Depois disso, sempre que posso vou aos shows e é sempre uma ótima oportunidade de ouvir música de excelente qualidade e rever essas figuraças!!

É isso aí galera, vocês estão no caminho certo, ótimo som, excelente criatividade e grande presença!!! Abraços e que tenham cada vez mais sucesso!! Com a devida autorização do "Guitar Hombre", Netão Rockfeller, coloco à disposição o ótimo CD "Da Vila para o Blues", primeiro cd da banda, lançado em 2007 e muito bem produzido.

Sucesso total!!! Curtam, ouçam novamente e vamos prestigiar essa galera!!!

19 de abril de 2008

Queen - Hot Space

Lançado em 1982, marca a inclusão definitiva de sintetizadores e bateria eletrônica nos álbuns e shows, além de ter um estilo diferente do adotado nos anos 70. "Hot Space" foi considerado por muitos, o pior álbum do Queen, mas sua turnê foi uma das mais prestigiadas pelo público e pela crítica.

Acho que o excelente vocalista Freddie Mercury, era para ser apenas ouvido e não visto (entendam como quiserem!). Grande guitarrista, Bryan May marca sua presença, como sempre. Tem a parceria de David Bowie na clássica "Under Pressure". Bom de se ouvir.
Sugestão de um amigo, gostei do álbum, apesar de a banda não ser uma grande favorita minha. O que não quer dizer que não os reconheço como grandes músicos! Abraços e espero que gostem:

18 de abril de 2008

"Slowhand Autobiography"

Vou começar a ler a autobiografia oficial do nosso grande "Slowhand" Eric Clapton. Vou comentando por aqui conforme aparecerem fatos interessantes. Com certeza, deve haver muitos...

17 de abril de 2008

Rockabilly - Conhecendo um pouco mais o gênero.

Rockabilly é um sub-gêneros do Rock & Roll. Ficou conhecido nos anos 1950, devido a artistas norte-americanos. Durante aquela década, o gênero foi impulsionado por batidas atrativas, guitarras e contrabaixos acústicos que eram tocados usando a técnica slap-back (batendo nas cordas, ao invés de puxá-las individualmente).

Embora diz-se que o Rockabilly tenha surgido no início dos anos 50, quando Bill Haley começou a misturar jump blues com electric country, pode-se dizer que surgiu pelo desenvolvimento da música country dos anos 40 - com artistas como: Tennessee Ernie Ford (Smokey Mountain Boogie), Hank Williams (Rootie Tootie), e Merle Travis (Sixteen Tons).

"Rock Around The Clock", sucesso lançado por Bill Haley em 1954, foi o ponto de partida do estilo, e catapultou as carreiras de diversos artistas do Rockabilly. Porém, nesse mesmo ano, um cantor chamado Elvis Presley iniciou a verdadeira popularização do gênero com uma série de gravações lançadas pela Sun Records.O Rockabilly também é o estilo usado nas primeiras gravações de Buddy Holly.

Já em 1958, a maioria desses artistas havia mudado de estilo e o Rockabilly praticamente desapareceu da música popular norte-americana. Nos anos 80, o Stray Cats reacendeu um breve interesse no Rockabilly. Mais tarde, bandas como The Cramps e Reverend Horton Heat mesclaram o estilo com o punk, formando um sub-gênero chamado de psychobilly.

As bandas de Rockabilly usam em suas apresentações componentes característicos do gênero: penteados exagerados, roupas e atitudes de "bad boys", truques com o contrabaixo e letras sobre carros de corrida, mulheres, jogos, bebidas e todo tipo de “Diversão”!!!

Existem muitos fãs que fazem do gênero não só sua preferência musical, mas também seu estilo de vida, usando cabelos, roupas, carros, motos e tudo mais da época de ouro do Rockabilly.

The Stray Cats


Solidamente fundamentada na cultura “Rockabilly” americana, o Stray Cats é uma banda que acabou se tornando uma lenda do Rock.

Formada em 1979 por três colegas de escola, o vocalista/guitarrista Brian Setzer, que é uma figura, o baixista completamente “insane” Lee Rocker (Leon Drucker) e o baterista não muito normal Slim Jim Phantom (James McDonnell).

O seu som “retrô”, estilo anos 50, não agradou muito ao público. No verão de 1980 o grupo decidiu partir para a Inglaterra, onde o movimento revival do Rockabilly estava começando a emergir.
O Stray Cats assinou contrato com a EMI America e em 1982 lançou seu álbum de estréia norte-americano, "Built for Speed".

Ajudados por uma divulgação maciça na recém-lançada MTV, "Rock This Town" e "Stray Cat Strut" chegaram ao Top Ten norte-americano. Mais de um ano depois de aparecerem nos charts britânicos. Como resultado, Built for Speed foi um grande sucesso e passaram a ser vistos como mestres do estilo retro.

O seu segundo álbum norte-americano, Rant n' Rave With The Stray Cats, foi lançado em 1983 e produziu outro êxito no Top Ten com "(She's) Sexy + 17", assim como um sucesso menor com a balada estilo doo-wop "I Won't Stand in Your Way".

Já tocaram muitos covers de músicas clássicas do Rock, sempre lembrando seus ídolos, Elvis Presley, Bill Halley, Carl Perkins e outros... Muitos sucessos próprios, vários shows lotados, apresentações em todos os tipos de eventos relacionados à cultura “Rockabilly”, como encontros de carros antigos, motos “Harley-Davidson” e eventos do gênero.

O vocalista Brian Setzer também é colecionador de carros antigos com motores preparados (Hot-Rods) e de motos Harley-Davidson antigas. Todo tatuado, com o topete sempre em forma, representa bem o estilo de vida Rock ‘n’ Roll.

Nunca foram muito lembrados por aqui, mas estou aqui pra lembar de todo mundo que é bom e que ninguém lembra, hahaha!!! Estou mostrando os links para 2 pacotes, totalizando 44 músicas. Uma coletânea com grandes sucessos da banda:

The Sisters Of Mercy

Muito bom, pouco lembrado, excelente qualidade de músicos e resultado geral bem interessante.

Banda britânica de rock gótico, formada em 1980, por Andrew Eldritch (vocais) e Gary Marx (guitarra). A eles juntaram-se Ben Gunn (guitarra, substituído por Wayne Hussey, em 1983) e Craig Adams (baixo).

Lançaram somente três LPs, mas mesmo assim, The Sisters of Mercy tornou-se uma das mais influentes bandas da década de 80. Sua música reúne elementos de psicodelia, dance e punk. Eldritch tem como característica principal de sua voz, a profundidade. Letras que tratam de temas comuns ao rock gótico.

Apesar de rejeitar essa classificação, foi uma liderança no gênero, tendo alcançado amplo sucesso na Inglaterra e Estados Unidos. Desde os primórdios do grupo, a banda foi marcada por atrair uma legião de admiradores.

Inovou ao usar uma máquina para executar a percussão, apelidada de “Doktor Avalanche”.
Dificuldades de relacionamento com Andrew Eldritch foram frequentemente citadas como a principal causa de rupturas por parte de seus membros.


Em 1985 Gary Marx sai da banda e forma o Ghost Dance. Wayne Hussey e Craig Adams formam os The Mission, em 1986.

Hoje, além de Eldritch, Chris May e Ben Christodoulou fazem parte do The Sisters of Mercy.
A origem do nome da banda é discutível, mas poderá vir de uma música de Leonard Cohen ou de uma ordem religiosa de freiras católicas.

O link á para o álbum “A Slight Case of Overbombing”, que eu considero uma excelente coletânea do trabalho da banda.

Ouçam e curtam um som diferente:

16 de abril de 2008

Stuck Mojo

Vamos dar um pouco mais (bem mais vai...) de peso a esse blog.

Mistura de Rap, Hip-Hop e Heavy Metal, guitarras e baixo pesados, vocal "nervoso" e letras contestadoras... Essa é a mistura que faz do "Stuck Mojo" uma banda pesada, densa e muito original, com 3 vocalistas com vozes diferentes, uso de samplers e outros recursos modernos. Não deixe de escutar do começo ao fim. Diferente, feito com capricho, ótimas guitarras e muito bem elaborado.

Poucas bandas conseguem sucesso imediatamente com seu primeiro lançamento. Em 1995, uma destas exceções foi o Stuck Mojo com o seu cd “Snappin’ Necks”. O público e a mídia aceitaram muito bem. Outro fator muito importante para o sucesso foram as letras, pois em todas as músicas o que se vê é uma ríspida crítica “social mundial”, como fazem algumas bandas de rap e hip hop. Foram feitos diversos shows pelos EUA, que levaram a banda a participar de alguns festivais europeus de verão e também iniciar o processo de criação de um novo trabalho.

Formação: Bonz (vocal), Rich Ward (guitarra), Corey Lowery (baixo) e Bud Fontsere (bateria). As passagens da banda em shows também serviram para reforçar o nome Stuck Mojo, especialmente durante os dois anos seguintes que a banda passou se apresentando tanto nos Estados Unidos como na Europa.

Já fizeram turnê com Pantera, Machinehead, Life of Agony e Testament, entre outras.

“Declaration of a Headhunter” foi lançado em 2000 e é um excelente trabalho da banda.

É o álbum que eu deixo o link pra vocês:

15 de abril de 2008

Arcade Fire

Bom, batendo a poeira das mãos, vamos falar de coisas um pouco mais novas... Essa é uma banda bem interessante, acho que das novas, é uma das que tem um som bem original.
"Arcade Fire" (ou também "The Arcade Fire") é uma banda de Indie Rock do Canadá. Fundada em 2003 pelo casal Win Butler e Régine Chassagne, é conhecida por suas apresentações ao vivo, como também pelo uso de muitos instrumentos, principalmente guitarra, bateria e baixo, mas também piano, violino, viola, violoncelo, xilofone, teclado, sanfona e harpa. Outros membros da banda incluem Richard Reed Parry, William Butler, Tim Kingsbury, Sarah Neufeld e Jeremy Gara.
O Álbum Funeral estreou em setembro de 2004 no Canadá e em fevereiro do ano seguinte na Europa. O título é por causa do falecimento de familiares dos integrantes durante sua gravação, o que criou uma atmosfera diferente (pesada?) que acabou influenciando músicas como "Une année sans lumière", "In the Backseat" e "Haiti".
O link abaixo é para esse primeiro álbum mesmo, que considero o melhor da banda, apesar de o segundo álbum, "Neon Bible" não ser ruim, mas acho que o vocalista "trocou" a voz "davidbowiana" pela voz "brucespringsteeniana" dos anos 80, hehehe...

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Agora, o link para o segundo álbum, "Neon Bible":

http://rapidshare.com/files/108390563/Arcade_Fire_-_Neon_Bible.rar.html

14 de abril de 2008

Natalie Merchant

De origem italiana e irlandesa, essa mulher me impressiona, sei lá porque, mas acho o som que ela faz muito, mas muito bom de ouvir mesmo. Não conhecia esse CD solo dela ainda, o segundo. Ouvi e achei muito bom, com violinos, pianos, alguns metais e sempre sua voz muito agradável, cantando músicas muito gostosas de se ouvir.

Gosto de mulheres no vocal de bandas de rock. Isso é fato. Assim como Natalie em sua (na minha opinião) ótima carreira solo (podem chamar 10.000 Maniacs de Pop), mas acho bom demais do mesmo jeito.

Conselho = Nunca se prendam a rótulos ou estereótipos. O que é bom, é bom e pronto.
Merchant foi cantora na banda 10,000 Maniacs, desde sua formação, em 1981. Em 1987, atingiu grande sucesso com o Album "In my Tribe", dois anos consecutivos na lista da Billboard e mais de um milhão de cópias vendidas. A turnê foi junto com a banda REM, quando Natalie se tornou grande amiga do vocalista Michael Stipe.

Embora a banda fosse como uma segunda família para Natalie, em 1992 os interesses dos membros foram se divergindo, acabando com a saída de Natalie da banda naquele mesmo ano, de forma amigável.

Após o sucesso do album "MTV Unplugged" em 1993, Natalie deixa definitivamente a banda para ter carreira solo.

Seu primeiro album é "Tigerlily", de 1995. Os singles lançados nos Estados Unidos tiveram boa venda na lista da Billboard: "Carnival", "Jealousy" e "Wonder". Em 1998, lança "Ophelia", um álbum menos pop que o anterior, dedicado ao escritor Allen Gisberg.

Em 2001, o terceiro álbum gravado em estúdio, "Motherland" foi lançado nos Estados Unidos. Além disso, Natalie tem músicas gravadas com artistas como Michael Stipe, Susan McKeown, David Byrne, Tracy Chapman, Peter Gabriel, entre outros. Gravou duas músicas em participação especial com Billy Bragg (and Wilco) as quais foram lançadas no album Mermaid Avenue de 1998.

Enfim, grande artista, extremamente carismática, voz que chama a atenção e não tem como ser confundida.
Abaixo, links para o primeiro álbum, "Tigerlily"e para o segundo álbum, "Ophelia", em duas partes.

Espero que gostem.

13 de abril de 2008

Grand Funk Railroad - Hard Rock anos 70.

O Grand Funk Railroad (ou simplesmente Grand Funk) foi uma importante banda de hard rock dos anos 70, descoberta em 1969 no Atlanta Pop Festival, foi uma grande sensação do rock para os jovens no final dos anos 60 e começo dos anos 70.

O Grand Funk Railroad nasceu em 1964, na cidade de Flint, Michigan (USA) quando quatro amigos se juntaram para formar uma banda. A banda se chamou Jazzmasters. Não tocavam Jazz, mas sim um barulhento Rock 'N’ Roll, tão alto quanto seus amplificadores aguentavam. A banda foi tocando nos clubes e escolas da cidade, até que em 1967 apareceu na vida deles um cara chamado Terry Knight, um garoto de 20 anos como os músicos do Jazzmasters que ele foi ver naquela noite. Por sua vez, Knight já tinha realizado alguns sonhos: tinha seu próprio programa de rádio local, e já tinha trabalhado até em uma emissora de Detroit. Nesta noite de 67 ele estava desempregado, então decidiu realizar um outro sonho, que era cantar numa banda de rock. Da reuniao entre Terry Knight X Jazzmasters, nasceu o Terry Knight & The Pack. O Jazzmasters era formado por Mark Farner, 19 anos, guitarra e vocal; Don Brewer, 19 anos, bateria e vocal; Craig Flost, 19 anos, órgão e piano e Don Lester 20 anos, no baixo.

No início de 68 o Pack separa-se de Knight. Os dois vão para a estrada: O Pack para uma série de shows em clubes, boates e colégios e Knight para uma carreira solo como cantor-menestrel tipo Donavan. Nenhum dos dois se deu bem. Fracassados, Pack e Knight se reencontraram no inverno de 68.

Sem outra alternativa, Knight foi procurar o pessoal do Pack em Cape Cod. A essa altura, o Pack era só Mark Farner e Don Brew. Enquanto Brew caçava um novo baixista, Knight batalhava um contrato para seus protegidos. Os dois são bem sucedidos; o baixista, um antigo amigo de Don, Mel Chacher, ex-integrante de uma banda chamada "Question Mark & The Misterins" (que fez sucesso com “96 lágrimas”). Fecham contrato com a Capitol, por apenas seis meses, o grupo agora é um trio e tem novo nome: Grand Funk Railroad, um trocadilho com a estrada de ferro Grand Trunk Western, de Flint.

A banda obteve dez álbuns de platina e tocou grandes hits como The Loco-Motion e We're An American Band, entre outros. Seu último albúm foi produzido por Frank Zappa e se chama Good Singin', Good Playin'.

O link é para um disco Greatest Hits, coletânea com vários sucessos da banda, incluindo "Rubberneck" com a participação de Frank Zappa e uma versão ao vivo de "Locomotion". Espero que gostem!

12 de abril de 2008

Gary Moore



Gary Moore nasceu no dia 4 de abril de 1952 na Irlanda do Norte, em Belfast. É um conceituado guitarrista de blues e ficou conhecido internacionalmente com a sua banda "Thin Lizzy". Tem uma carreira solo de sucesso e ainda está na ativa e produzindo!!! Vão aqui dois álbuns muito bons, "Wild Frontier" e "Run For Cover".

Pra quem não conhece é uma ótima oportunidade de ouvir uma guitarra muito bem tocada.
Abraços!

11 de abril de 2008

Sonny Boy Williamson - A história de um mito

Pouco sabemos sobre a infância de Sonny Boy Williamson. O que se sabe são informações desencontradas, lendas e hipóteses. Sonny Boy já nasceu como um mito, sem passado, sem presente, sem futuro. Apenas um nome no cenário do blues do Mississipi. Sua data de nascimento é outra incógnita, pois ele mesmo dava informações contraditórias sobre sí.
Sonny Boy gravou uma música chamada ''The Story of Sonny Boy Williamson'', onde cita 05 de dezembro de 1897 como a data de seu nascimento. Porém, nada garante que isto seja verdade.
Ele era um astuto homem rude do campo. Nasceu em Glendora, no estado do Mississipi, um pequeno vilarejo no condado de Tallahatchie.

Aos 7 anos, já tocava harmônica e trabalhava nas plantações de algodão. Nessa época, Sonny Boy já interpretava canções religiosas e polcas na harmônica. Mas sua história dentro do blues só iria iniciar-se realmente em 1951, quando Lillian McMurry, proprietária da gravadora Trumpet, ofereceu-lhe a oportunidade de gravar seu primeiro disco de 78 rotações intitulado "eyesight to the blind". Logo em seguida, outras gravações vieram. Nessa época, Sonny Boy Williamson já era um astro do rádio local. Tinha um programa na rádio KFFA de Helena, no Arkansas, que ia ao ar das 12:15 às 12h30 e era patrocinado pela companhia King Biscuit Corn Meal. O programa chamava-se "King Biscuit.Time" e foi exatamente nesse programa de Sonny Boy que B.B. King teve a primeira oportunidade de mostrar seu talento como bluesman. Outros vieram depois como Walter Horton, Little Walter, Fenton Robinson...

Sonny Boy foi convidado pela Chess Records, através de seu proprietário, Leonard Chess a fazer parte do cast da gravadora. A essa altura, ele já havia gravado por várias empresas diferentes, entre elas, RCA, Sun e Ace. Mas foi na Chess Records que Sonny se tornou uma lenda viva. De repente, todos ouviam falar de Sonny Boy por toda parte, desde o estado da Flórida até o Texas. Surgiu então "Don't Start Me To Talking" , o maior sucesso comercial de Sonny Boy nos EUA. Em seguida as clássicas "Help Me" e "Nine Below Zero".

Em 1962, Sonny Boy foi convidado a participar de uma turnê pela Europa chamada "American Negroes Blues Festival", permanecendo em Londres, devido ao seu grande sucesso. No ano seguinte, uma nova versão do festival aconteceu , desta vez com o nome de "American Blues Festival", organizado por Willie Dixon. O sucesso de Sonny Boy Williamson foi tão grande que muitos grupos do cenário londrino praticamente imploraram para tocar com ele. Entre esses novatos estavam The Yardbirds de Eric Clapton, The Animals de Eric Burdon, The Trinitys de Jimmy Page, Ciryl Davies, Chris Barber e Roland Kirk. Sonny era um mito nesse momento, um deus da harmônica, como rotulou-o Eric Burdon, em 1963.

A esta altura, Sonny Boy se vestia como um gentleman inglês, ternos impecáveis, luvas, guarda chuva e chapéu faziam parte de seu vestuário. Nosso velhinho era uma celebridade em Londres, mas algo dentro do seu coração clamava para que voltasse a velha e pequena cidade de Helena, no Arkansas. Ele presentia a morte chegando. Então, voltou para casa em abril de 1965. O apresentador do programa The King Biscuit Time, Sonny Payne, perguntou a Sonny Boy Williamson o motivo de sua volta para casa, já que era um sucesso na Europa e estava ganhando muito dinheiro por lá. Sonny Boy disse: "Voltei para casa para morrer. Quero morrer na minha terra".

Segundo alguns amigos, Sonny tinha ido pescar com eles um dia antes de sua morte e salvado uma garota de afogar-se no rio. Os amigos acharam que o esforço foi demais para o velho coração do bluesman sexagenário. A saúde de Sonny já estava muito comprometida por uma cirrose, originada pelo alcoolismo. Segundo Robbie Robertson, ex-vocalista do The Hawks (posteriormente The Band), Sonny cuspia sangue freqüentemente. Uma hemorragia já dava sinal que o fim seria breve.

No dia 25 de maio de 1965, Sonny Boy Williamson foi encontrado morto em seu apartamento, há metros da rádio KFFA, onde tinha voltado a comandar o programa que o tornou notório na região do Mississipi. Seu baterista, O. J. Peck Curtis o encontrou morto, na cama. Sonny Boy Williamson faleceu de infarto durante o sono.
Morria um mito, nascia uma lenda. A lenda de Sonny Boy Williamson. O rei da Harmônica.

Espero que gostem do álbum que disponibilizo para download:
SONNY BOY WILLIAMSON WITH THE YARDBIRDS
Gravado ao vivo no Crawdaddy Club, em Richmond (Inglaterra), em 8 de dezembro de 1963. Produzido por Giorgio Gomelsky. 0 LP original, em mono, da gravadora Fontana, foi reeditado, em estéreo e editado pela Mercury, nos EUA.

http://rapidshare.com/files/106770346/Sonny_Boy_Williamson___The_Yardbirds__1965_.rar.html



Korn - Feliz mistura de Rock Pesado, Industrial e Hip-Hop.


O Korn tem as suas origens no começo dos anos 90, mais concretamente em 1992, em Bakersfield, uma pequena cidade árida a oeste do "Vale da Morte". Na adolescência, o baterista David Silveria, o guitarrista Munky e o baixista Fieldy tocam nos L.A.P.D.. Logo depois de gravar um disco com um vocalista provisório, a banda acaba. Eles não conseguem ficar separados por muito tempo, voltando como Creep já com o guitarrista Head como membro definitivo.

Em
1993, quando Munky e Head estavam de saída de um bar, ouviram a voz de Jonathan Davis, que cantava pela banda SexArt, então ficaram impressionados tanto pelos talentos vocais quanto pela sua atitude insana e decidiram ficar até o final do concerto para então convidarem Jonathan a entrar na banda.

Jonathan chegou a titubear pois não estava certo sobre a decisão de entrar para o grupo. Foi quando (é sério!) consultou uma
cartomante e a mesma alertou-o que estaria sendo estúpido se não aceitasse. Dito isso, Jonathan integrou a banda e o Korn estava formado.

Com a entrada de Jonathan Davis o som do grupo ganha uma atmosfera mais sombria, misturando elementos de música pesada, pós-punk, rock industrial e uma levada de hip-hop americano, com letras que relatam experiências autobiográficas do vocalista, atingindo em cheio a juventude desiludida com as mentiras políticas, violência e a hipocrisia da sociedade contemporânea.

Além das letras realistas de Jonathan, a banda destacava-se pelo uso de guitarras de sete cordas, dando uma tonalidade mais grave às melodias devido também às baixas afinações. Fieldy também não se contenta com quatro cordas no seu baixo, adicionando mais uma ao instrumento além de se destacar devido à sua abordagem percussiva do instrumento, que muitas vezes pode ser confundido com as levadas de bateria.

Em 1996, o Korn faz história na Internet, sendo a primeira banda a promover um programa de rádio interativo on line. A intenção é lançar o segundo álbum, Life Is Peachy. Nessa época eles já contavam com uma legião de dois milhões de fãs, além de turnês cada vez maiores e uma crescente presença na mídia, junto à bandas da mesma gravadora, a holandesa RoadRunner Records.

Mais uma coisa inusitada acontece, quando um menino de 14 anos com uma doença terminal, pede para encontrar a banda por alguns minutos através da Make a Wish Foundation. A banda fica chocada, mas atende o pedido do menino e o visitam por dias. Isso mais tarde viria a se tornar a canção que leva o nome do menino, "Justin".

O álbum acústico (pronto para downnload, logo abaixo), lançado em 2007, teve a participação da cantora americana Amy Lee (do Evanescence) e do clássico The Cure. Pode parecer impensável para uma banda que sempre tocou alto, pesado e "raivosamente" ter sucesso num projeto acústico. Porém, nesse caso, parece que o Korn se deu bem! As músicas ganharam um teor dramático (não melodramático) e uma emoção nova, devido aos arranjos bem diferentes das versões originais. E melhor, mantiveram um peso bem razoável!!!

Minhas preferidas: Blind, Twisted Transistor e Freak On A Leash.

Espero que gostem.

http://rapidshare.com/files/106690608/Korn__2007__-_MTV_Unplugged.rar.html


Gibson Les Paul - Um pouco da história de uma das guitarras mais usadas no Rock.


Les Paul, nome artístico de Lester William Polfus (Waukesha, Wisconsin, 19 de junho de 1915) é um guitarrista e pioneiro no desenvolvimento de técnicas musicais instrumentos elétricos modernos. Começou a se interessar por música aos 8 anos de idade, quando começou a tocar gaita. Logo aprendeu banjo e posteriormente guitarra. Aos 13 anos de idade já era guitarrista de country-music e já tocava profissionalmente. Após participar de algumas bandas, Paul lançou seus dois primeiros discos em 1936: um deles com o nome de Rhubarb Red, e outro como músico da banda de Georgia White.
Após anos fabricando suas próprias guitarras e inovando com novos modelos e características de fabricação, cria uma das primeiras guitarras com corpo de madeira sólido. A Gibson Guitar Corporation fabricou algumas dessas guitarras, mas não quis assiná-las com o logo da marca. Após alguns anos, a fabricante mudou de idéia: Gibson Les Paul é uma guitarra usada no mundo todo, tanto por profissionais quanto por amadores.
Guitarras Les Paul vêm sendo usadas por: Jimmy Page, Ace Frehley, Adrian Smith, Peter Frampton, Duane Allman, Gary Moore, Jeff Beck, Dickey Betts, Neal Schon, Tom Scholz, Mike Bloomfield, Eric Clapton, Phil Campbell, Buckethead, Gary Rossington, John Fogerty, Slash, Pete Townshend, Daron Malakian, Zakk Wylde, Noel Gallagher, David Gilmour, Dave Grohl e Kirk Hammett, entre muitos outros.

8 de abril de 2008

Robert, Jimmy, John & John - Led Zepellin


Esses caras criaram, viajaram, fizeram e desfizeram, marcando para sempre o começo do rock pesado. À eles, minha homenagem!