20 de fevereiro de 2012

Coldplay - Ainda tentando entender...


Acho que agora vai ficar mais fácil de postar coisas novas, já que a academia está montada e tudo que eu tenho a fazer é trabalhar (bastante), hehehe.

Bom, desculpe quem gosta, mas acho que o COLDPLAY sempre sofreu de uma incrível falta de criatividade. E, para minha surpresa, lendo a Rolling Stone de novembro, vejo uma critica ao seu novo álbum que achei incrível. Quero parabenizar o cara e usar as palavras aqui no blog, do jeitinho que ele colocou na revista. Adorei. Vamos lá:

BOLA FORA
Banda atola em clichês grandiloqüentes e entrega o pior disco de sua carreira

Coldplay - Mylo Xyloto (EMI)

Lembra do Coldplay de “Parachutes” (2000)? E do Coldplay de “A Rush Of Blood To The Head” (2002)? Aquela banda que pegava alguma coisa melódica do Radiohead dos anos 90, misturava com pitadas de U2 fase Zooropa e embrulhava tudo num formato tristonho e contemplativo, mais ou menos pessoal?

Então esqueça essa banda, porque ela não existe mais. O Coldplay de Mylo Xyloto, seu quinto disco, é um grupo de rock de arena, no pior sentido da expressão. Só um detalhe: que nome é esse? É um Pokémon? É um Cavaleiro do Zodíaco? É um personagem de mangá? Pois bem, entram na ordem do dia, aliás, já estão na ordem do dia desde o disco anterior, Viva La Vida (2008), isqueiros acesos, baladas grandiloqüentes, fanfarronices instrumentais, presepadas vocálicas e, para sua eterna vergonha, Brian Eno, chancelando tudo.

Os fãs devem exultar com canções como “Paradise”, “Us Against The World”, “Princess Of China” (dueto com a cantora Rihanna, no qual tudo dá errado) e talvez odeiem “Up with The Birds”, última música do disco, com bela melodia e arranjo delicado de piano e guitarra, que pode servir como uma lembrança de um passado que nunca voltará. Não dá nem pra lamentar. A mensagem é: evite a todo custo esse abacaxi de Chris Martin e companhia.

Carlos Eduardo Lima

Hahahahaha, adorei!

Abraços a todos.

11 de janeiro de 2012

The Essential Bob Dylan


Eis que depois de mais de um mês de ausência, eu (sim, o dono), apareço!!!

A verdade é que o final do ano, a construção do meu próprio espaço para trabalhar e mais o trabalho propriamente dito, fez com que eu não conseguisse postar nada, quase que não consigo nem ouvir música!! Mas tá ótimo, meu Studio tá ficando show de bola e logo mais estarei num ritmo menos corrido.

Quanto à música, tenho escutado bastante New Model Army, o álbum logo abaixo, a trilha sonora do filme "Into The Wild", feita inteira pelo Eddie Vedder, Soundgarden, muito Blues antigo, tipo Little Walter, Robert Johnson e bastante Dylan, esse aliás, virou nome desse post.

Álbum muito legal, coletânea dupla, muito bem feita, onde mostra o potencial de composição desse grande ícone do Rock. Muito bom, recomendo. Não vou nem disponibilizar para download porque Dylan tem muita coisa e é muito fácil de baixar. Fica a dica.

Feliz Ano Novo para todo mundo, um grande abraço e continuem comigo!!!!

7 de dezembro de 2011

Vargas, Bogert, Appice & Paul Shortino - Galera da pesada!! Som muito bom.


Sem maiores comentários.
Segue a linha das grandes reuniões de sucesso.

Baixem, ouçam e curtam!

Abraços e espero que gostem!

www.megaupload.com/?d=8IBLD1BX

8 de novembro de 2011

Pearl Jam - Show do ano?





Fiquei pensando desde quinta-feira-passada, logo depois que saí do Morumbi, como iria transmitir aos leitores do Blog a minha experiência com o Show do Pearl Jam. Quando li a coluna do Jotabê Medeiros, no “Estadão” vi exatamente o que eu gostaria de ter escrito. Portanto, repasso a coluna na íntegra para que vocês possam entender (pelo menos um pouco), do que foi o espetacular show de 03/11/11 no Morumbi.


“As imagens na tela sempre em branco e preto, como a reafirmar a essencialidade da cultura noir, da arte sem afetação ou efeitos milionários. Mas não se tratava de um filme, era o telão do show do Pearl Jam no Morumbi, e o que se viu foi também tão fundamental quanto um livro de Raymond Chandler ou um filme de John Huston.

Cerca de 50 mil pessoas viram o concerto de quinta, e na saída do estádio umas 100 pessoas já dormiam na porta para o show de sexta. Pela primeira vez na vida, é possível pensar que a vigília estava coberta de razão. Foi um show antológico.

Abrindo com Release (última faixa de seu disco de estréia, Ten, de 1991), às 21:15, o Pearl Jam conduziu uma cascata de som quase sem pausa, 26 músicas tocadas e cantadas com entrega total de seus integrantes. O grupo não só ilustrou a formidável resistência do rock básico em duas décadas de estrada, mas também fez um tributo ao despojamento e sinceridade do punk rock, tocando Come Back em homenagem a Joey Ramone e, na seqüência, tocando I Believe In Miracles, do próprio Ramones, com uma abordagem reverente, quase religiosa.

O Pearl Jam fez do show um tipo de manifesto da sua crença musical. O punk rock esteve presente o tempo todo, fosse na execução de um originador do gênero, Neil Young (na clássica Rockin’ In A Free World); na abertura do concerto com o grupo californiano histórico X, referência do gênero; e até no formato ultra básico de uma novíssima canção, Olé (que vai entrar em álbum de 2012).

Eddie Vedder parece que elevou o berro a uma espécie de categoria melódica. Sua entrega em cena, mais o auxílio luxuoso de uma guitarra barroca, a de Mike McCready (verdadeira estrada almofadada atravessando uma montanha rochosa), alucinaram a noite gelada da paulicéia. “Felizes por estar em São Paulo. Obrigado por nos trazer de volta. Vocês estar bem aí?”, disse Vedder, em português. O show foi muito mais energético e vertiginoso do que o último que a banda fez no país, em 2005 (naquela ocasião, tocaram 28 músicas). Em dado momento, Vedder pediu para ver o público e as luzes se acenderam, e ele pediu por segurança para todos.

No Morumbi, o primeiro coro coletivo, imenso e hipnótico, foi quando a banda tocou Even Flow.

Os hits são muitos, apesar de o Pearl Jam nunca ter sido uma banda de refrões fáceis e radiofônicos: Do The Evolution, Black, Comatose, The Fixer. Just Breathe fez as meninas se esgoelarem. Apesar do set list estenso, houve quem reclamasse da ausência de Yellow Ledbetter.

Há uma tentativa exacerbada na música do Pearl Jam, um esforço romântico clássico, de se colocar o sentimento acima das limitações da vida cotidiana. Essa capacidade transgressiva sobrevive intacta na voz de Vedder, um sujeito que furou a bolha do rock system e foi em busca da verdade da música, gravando inclusive com o paquistanês Nusrat Fateh Ali Khan.
No segundo bis, era possível ver Vedder pendurado numa das beiradas do palco, pendendo pelo braço como se estivesse andando de bonde, e fitando o público demoradamente, Vindo do grunge, esse cara aprendeu como manter a alma aquecida em cima de um palco. Coisa rara.”

Abraços a todos.

30 de outubro de 2011

Eric Clapton - Me and Mr. Johnson


É impossível não “superenfatizar” a importância da contribuição do Cantor-Guitarrista-Compositor Robert Johnson para o Blues. O mesmo pode ser dito de Eric Clapton, um dos mas dedicados intérpretes de Mr. Johnson. Desde seu trabalho com John Mayall e seus Bluesbrakers até o Cream e os dias de hoje, Clapton tem atraído mais atenção para a música de Robert Johnson do que qualquer outro músico vivo. Uma década depois de seu álbum full Blues “From The Cradle” (que já tinha material de Johnson), Clapton entra de cabeça no catálogo de músicas de seu ídolo, cantando 14 músicas de Robert.

Com uma banda de veteranos despojados que inclui companheiros de muito tempo como o baterista Steve Gadd, o tecladista Billy Preston e o ás da gaita Jerry Portnoy, Clapton ataca essas músicas com paixão, inteligência e uma aura refrescante de blues-rock.

Do salto upbeat de “32-20 Blues” e “They’re Red Hot” para as lentas "Little Queen of Spades" e "Milkcow's Calf Blues", Clapton se sai bem, deixando de lado sua inclinação para arranjos que reforçam as tendências cruas de Robert Johnson, embora não pareça muito assustado em andar ao lado de Lúcifer em “Me and The Devil Blues”!

Esse álbum é sim, um admirável retorno às suas origens, retorno aliás, que esperemos que traga mais audiência para o grande de Mr. Robert Johnson.

Espero que gostem!




23 de outubro de 2011

Confraria do Rock - 09/10/2011



E eis que a última reunião da nossa "Black Dog" foi bem legal. Tecnológica por assim dizer... Google Earth para tirar dúvidas geográficas, Wikipedia para esclarecer fatos históricos e computador do lado da mesa e ligado no som para mudar mais fácil de música, assim o acesso a diferentes artistas fica mais fácil!!! Claro, a comida tava bem gostosa e a cerveja tava bem gelada!!! Assistimos boa parte da reprise do show do Metallica no Rock in Rio e demos ótimas risadas!!!!

Vamos que vamos...

4 de outubro de 2011



Completando a série de "Blues desconhecidos, porém muito bons", aqui fica o link para esse ótimo CD que homenageia o grande Muddy Waters, sem dúvida, grande influência para esse excelente "Bluesman", Willie Buck e seus companheiros de álbum.

Comprei esse CD no show do Sesc já mencionado antes.
Difícil de achar.
Portanto, aproveitem!!!

29 de setembro de 2011

Willie Buck - The Life I Love


Apesar de ter liderado suas próprias bandas em Chicago por mais de 40 anos com alguns dos melhores músicos da cidade, esse homem nativo de Houston, Mississippi é relativamente desconhecido em nível nacional.

O álbum “The Life I Love”, com 5 bônus tracks ao vivo, gravadas em 1984 num bar em Chicago é uma regravação do único LP original “I Wanna Be Loved”, que saiu em 1980.

Como todo excepcional cantor de Blues, Buck usa a paciência e a convicção nas letras para contar uma história convincente. Os companheiros de banda “primeira-classe” no disco incluem os lendários Meyers brothers -- Louis na guitarra e Dave no baixo – o guitarrista John Primer, o pianista Johnny "Big Moose" Walker e Little Mack Simmons na harmônica.

“The Life I Love” é um baú do tesouro do Blues!!!

25 de setembro de 2011

Esse álbum tem a participação do guitarrista argentino Quique Gómez e do Vocal/Harmonica J. L. Pardo, os mesmos que participaram do show com Willie Buck no SESC na última quinta. E, lógico, a grande voz de Lorenzo Thompson!

"Bluzão" de categoria! Gostei bastante.

Destaque para a qualidade da gravação.

Espero que curtam!!

www.megaupload.com/?d=S7U2Z800

23 de setembro de 2011

Willie Buck - 75 anos do mais original Blues!!!



Pela primeira vez, ontem, assisti a um Bluesman original, de Chicago, USA. E tem diferença. Parece que a voz dele tem um peso diferente, uma responsabilidade em levar o Blues original adiante. Além da grande voz, grande presença de palco e uma simplicidade incrível. 

Acompanhado por excelentes músicos -
Voz e Harmonica de J. L. Pardo (Espanha), Guitarra e vocal de Quique Gomez (Argentina), Guitarra e vocal de Neto Rockfeller (Blues the Ville - BR), Danilo Hansen na Bateria e Coxa no baixo (ambos da Blues the Ville) - fizeram um show para ninguém botar defeito.

Ponto pro SESC, por mais uma vez oferecer música dessa qualidade e de graça!

Primeiríssima qualidade. Logo mais, vou postar algumas coisas bem interessantes para download!!!

E que venha o final de semana!!!

Abraços a todos!!!